A Mãe do Autista

A Mãe do Autista
...Investi tudo naquele olhar...Tantas palavras num breve sursurrar...paixão assim não acontece todo dia!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O Ano de 2015 foi cheio de desafios, amor, a Escola do Gui é da Prefeitura Padre Horn Córrego Grande, Fpolis o trabalho de inclusão deles é lindo é verdadeiro e meu filho é muito feliz lá. Basta ver a cara de felicidade das Profs pelas atividades propostas que tbém são desafios para elas porque nunca sabemos como ele vai reagir, se comportar,etc..
O balanço é o que ele mais adora, experimentou a Capoeira, vamos ver se nesse ano ele pratica, foi a teatro, exposição do Juan Miró, projeto Surf Azul pra crianças Autistas, dia das crianças do bombeiros.




















Essa semana que passou fiz um curso com uma arquiteta que projeta escolas diferentes, falamos de Educação, etc.

E automaticamente me veio à fase que eu vivia pesquisando horas e horas coisas na internet sobre autismo e lembro muito qdo caí nos assuntos de um método que sugeria “um quarto”.

 Na época eu fiquei inclusive triste, angustiada pq eu não tinha dinheiro para fazê-lo, que alguns diziam que eu precisava fazer pra curar o meu filho e eu não tinha da onde tirar dinheiro.
Lembro que dizia que o quarto não deveria ter muita informação, estímulo entre tantas coisas.
Tinha feito um quarto pros meninos (dividiam o quarto) todo colorido, paredes, cortinas, almofadas super lindo.
Eu não tinha dinheiro nem espaço então logo fui pegando uma tinta branca e “apagando” tudo pq achava que o quarto o deixava mais “doente”.

Porque quartos alegres não eram pra Autistas.

Toda aquela alegria ficou branca, ficou neutra, eu tentava fazer algumas das atividades propostas pelo método, mas ele não correspondia, não se interessava e me sentia culpada.

O tempo passou hoje o quarto dele tem muitos desenhos coloridos que ele mesmo pintou, e colou nas paredes, vive com lápis de cera colorindo seus desenhos.
Seu maior tesouro são os desenhos que o padrasto copia a mão pela tela do computador pra ele colorir é uma caixa imensa, cheia.
No quarto brinquedos pra todo lado, adesivos colados por todos os móveis do quarto dele, tive que limitar se não ia pela casa inteira.

Um quarto cheio de estímulos que ele mesmo deu conta de colorir.

Eu costumo dizer que com o andar da carruagem as abóboras se acomodam no meu caso esse acomodar não é no sentido de parar, ou ficar na zona de conforto.
É ganhar maturidade, compreensão um olhar diferente, entender e acolher essa criança tão diferente, tão especial, tomar muito cuidado com pessoas que se aproveitam da nossa fragilidade pra ganhar dinheiro.

Pessoas que estudam um assunto via internet, por exemplo, e já sai por aí dizendo especialista, cuidado, informe-se com outros pais, converse com pais que já tenham filhos com idades mais avançadas, experiência conta muito!


E nunca esquecer, cada um é de um jeito, o que pode ser bom pro meu poderá não ser pro seu filho.

domingo, 17 de maio de 2015

A MÃE DO AUTISTA: Todos os dias, tenho brinquedos espalhados pela ca...

A MÃE DO AUTISTA: Todos os dias, tenho brinquedos espalhados pela ca...: Todos os dias, tenho brinquedos espalhados pela casa, de  MacStill a pelúcia do Garibaldo do Vila Sésamo. O Ben10, bonecos do Toy Stori...
Todos os dias, tenho brinquedos espalhados pela casa, de  MacStill a pelúcia do Garibaldo do Vila Sésamo.

O Ben10, bonecos do Toy Stories e um Baby da Turma da Mônica todos juntos e misturados. Tenho brinquedos de uma primeira infância que não abandona um corpo que cresce que se interessa por Heróis que parece tão compatível com os seus quase nove anos.

Eu passo dia todo juntando, guardando e quando termino volto lá no início do percurso estão todos lá novamente como se não estivesse passado ali, já fui até acusada de gostar de bagunça, quando se tem um filho assim não passa gostar de bagunça, apenas se opta em não tornar a casa "pesada" se entrar na neura da perfeição ou se frustra , vira uma chata, ou acaba desenvolvendo um transtorno obsessivo compulsivo.

Afinal o filho é pra sempre né, não existe uma pílula da cura, aprende-se a viver com; nem que se faça de cega ou vai abrindo caminhos com os pés pela casa jogando os brinquedos pros lados.
 Infelizmente o salário de professora não me permite ter alguém nos dando apoio logístico 24h a família mora longe.

Tenho marcas de mãos na parede que parece deixar o marco de altura que insisto em apagar, talvez meu inconsciente queira apagar não a sujeira, mas sim a marca da altura.A marca de coisas que meninos da idade dele já não fazem mais.

Sinto-me cansada, porque a rotina de mãe com filhos pequenos que se tem que dar banho, calçar suas meias, que se vigia o tempo todo pra que não se machuque, não fuja, pra que não coloque coisas na boca passa na medida em que vão crescendo, porém o meu bebê cresce a passos largos, em seus sapatos 37 maiores que o meu,mas no meu caso não passa.

E nem vou falar hoje do uso do banheiro que ele não usa!!!

Tenho heróis encapsulados, enrolados em linhas, barbantes e fitas crepes, pede pra colar a cabeça nas costas do outro boneco ficando com duas cabeças num corpo, daria um caldo para psicólogos, psiquiatras.

Tenho um menino, um bebê panda gigante, que pede pra coçar as costas pra dormir e se aninha na cama com desenhos corporais de um bebê.

Acredite se quiser aqui rola muito amor e carinho e busca-se  felicidade nesse caos infantil, no eterno jardim de infância.



*Vou deixar aqui algumas imagens, e deixar aberto para quem quiser tecer seus comentários, compartilhar, as imagens.








segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A MÃE DO AUTISTA: Pensão do INSS

A MÃE DO AUTISTA: Pensão do INSS: Enquanto isso nas idas e vindas tentando uma pensão do INSS, que já esta na esfera da Defensoria Pública já foram dois anos de espera, ...