Precisamos dar "asas" aos nossos pequenos autistas.
Digo isso no sentindo de desarmar a mãe e "baixar" a observadora, aos poucos tento ser assim, e como me surpreendo, como ele desenvolveu, como ele é melhor longe de mim.
Como já dizia minha sogra " mãe estraga" e é verdade gente.
Ontem fui em mais uma festa de aniversário, e eu ia pelo caminho:
- Gui vamos a uma festa de aniversário , porta-te bem !...dizendo isso mil vezes.
E ele se vira. Come , bebe, sem fazer lambança etc. O mais engraçado foi qdo arregalou os olhos qdo viu a foto do aniversariante num poster igual do convite, ali parecia que tudo havia clareado. Entendeu o que estava acontecendo.
Sim , não parou um segundo, eu me aproveitei do marido fiquei sentadona enquanto ele ficava atrás dele hehehe, mas como a moça da porta garantiu que não passava nem fantasma pela porta de saída, fiquei mais tranquila.
É engraçado como ele se localiza a casa de festa era bem grande, mas ele circulava e vinha me dar uns beijos na mesa, pra espanto da turma ali.
Meus primos tiveram aqui no fim de semana, gente como esse guri brincou deu gargalhadas, interagiu, e disse uma ou duas palavras.
Ai eu fico aqui pensando, ele tem seu próprio mundo, ou nós é que limitamos o mundo deles?
É realmente precisamos dar "asas" aos nossos pequenos autistas, claro eles com asas e nós com o pé atrás!
Uma pessoa anônima,que erra, acerta, tem sonhos, se deprime, debocha, da gargalhadas,chora! Um blog que contará algumas passagens,pensamentos de como é ser mãe de um pequeno Autista! Com intuito de ser verdadeiro, sem medo de ser politicamente (in)correto, não quero agradar ou desagradar os gregos e troianos. Eu existo...Nós existimos Eu, um filho de 11 anos e meu pequeno autista de 8 anos. Unidos pelo coração e genética. Como sou conhecida? "- Ah! Aquela que é a Mãe do Autista!!!!!"
A Mãe do Autista
...Investi tudo naquele olhar...Tantas palavras num breve sursurrar...paixão assim não acontece todo dia!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
MEDICAR SIM, Mas Apenas se Necessário
1. Cada vez mais se fala na Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (TDHA), chegando -se ao exagero de classificar como hiperactiva qualquer criança "que se mexe" ou com défice de atenção qualquer uma que se distraia. Na minha experiência pessoal tenho tido um crescente número de pais e familiares preocupados com essa hipótese, embora na esmagadora maioria dos casos nem se ponha a questão sequer de uma suspeita, dado que são crianças normais e saudáveis, que depois de metidas o dia inteiro em espaços fechados precisam de se expandir e de dar largas à sua energia.Algumas crianças têm esta situação, em que existe uma perturbação da atenção ou um excesso de distracção, associados ou não à hiperactividade.
Durante muitos anos esta síndroma só era diagnosticada depois da entrada no 1.º ciclo, quando a criança começava a dar problemas na sala de aula ou a ter insucesso escolar. Digamos que o sistema operativo das crianças com PHDA não é exactamente o mesmo da maioria, criando alguma dificuldade na gestão da informação e na capacidade de concentração e atenção.
A incidência varia muito conforme as casuísticas - de um a sete por cento, uma variação muito grande, dependente de não se ter definido bem ainda os critérios para, por exemplo, medicar uma criança, o que consagra a situação como doença. Não há dados fiáveis em Portugal, a nível populacional. Os rapazes são mais afectados, numa proporção de perto de cinco vezes mais. Numa numerosa percentagem, os sintomas esvanecem-se uma vez ultrapassada a infância.
2. As crianças com esta síndrome podem ser predominantemente hiperactivas, predominantemente desatentas ou uma mistura mais equilibrada das duas coisas. A componente "falta de atenção" tem de incluir seis dos seguintes sintomas, durando mais de seis meses, num tal grau que causa inadaptação ou problemas, maiores do que o que seria de esperar para o grau de desenvolvimento da criança desta idade:
- Desatenção aos pormenores, e não evoluir, por exemplo, no pormenor dos desenhos;
- Dificuldade em manter a atenção em qualquer actividade, no jardim-de-infância;
- Parecer não ouvir o que se lhe está a dizer;
- Não conseguir obedecer a regras e instruções, designadamente nas actividades de grupo (esperar na fila para lavar as mãos, actividades de teatro ou ginástica, etc.), sem ser por oposição ou negação, mas por impossibilidade de cumprimento;
- Dificuldade em organizar-se no quadro das actividades;
- Evitar aceitar tarefas que obriguem a um esforço mental ou a decorar uma sequência de passos;
- Perder muitos objectos - lápis, livros, jogos, blusões - e esquecer-se onde estão;
- Ser constantemente distraído por estímulos externos - uma mosca, os sons dos automóveis, luzes, telefones a tocar;
- Alhear-se das atividades se não estiver sempre a ser requerida a sua atenção.
3. A componente hiperactividade e hiperimpulsividade deve incluir quatro dos seguintes sintomas, durante pelo menos seis meses, e de intensidade fora do que é de esperar para uma criança desta idade:
- Mexer constantemente os braços e as pernas, remexer-se demasiadamente na cadeira;
- Não conseguir estar sentado na sala do jardim-de-infância;
- Correr, saltar ou trepar "demais", sobretudo em situações inapropriadas e fora do contexto dos outros meninos;
- Dificuldade em jogos ou actividades que exijam calma e estar quieto;
- Impulsividade em querer ser o primeiro em tudo e responder antes sequer de se acabar a pergunta;
- Impulsividade, não conseguindo estar numa fila, sempre a sair, e a ir à frente e atrás.
4. As crianças podem ser rotuladas de mal-educadas, irrequietas, desafiadoras, desinteressadas ou de "não estar nem ai" para o que os adultos dizem.
Perante uma suspeita, há que confirmar, sem ser "apressadamente", como se faz em alguns centros, e depois medicar, mas apenas se necessário.
Mário Cordeiro
Pediatra
Público Online
Durante muitos anos esta síndroma só era diagnosticada depois da entrada no 1.º ciclo, quando a criança começava a dar problemas na sala de aula ou a ter insucesso escolar. Digamos que o sistema operativo das crianças com PHDA não é exactamente o mesmo da maioria, criando alguma dificuldade na gestão da informação e na capacidade de concentração e atenção.
A incidência varia muito conforme as casuísticas - de um a sete por cento, uma variação muito grande, dependente de não se ter definido bem ainda os critérios para, por exemplo, medicar uma criança, o que consagra a situação como doença. Não há dados fiáveis em Portugal, a nível populacional. Os rapazes são mais afectados, numa proporção de perto de cinco vezes mais. Numa numerosa percentagem, os sintomas esvanecem-se uma vez ultrapassada a infância.
2. As crianças com esta síndrome podem ser predominantemente hiperactivas, predominantemente desatentas ou uma mistura mais equilibrada das duas coisas. A componente "falta de atenção" tem de incluir seis dos seguintes sintomas, durando mais de seis meses, num tal grau que causa inadaptação ou problemas, maiores do que o que seria de esperar para o grau de desenvolvimento da criança desta idade:
- Desatenção aos pormenores, e não evoluir, por exemplo, no pormenor dos desenhos;
- Dificuldade em manter a atenção em qualquer actividade, no jardim-de-infância;
- Parecer não ouvir o que se lhe está a dizer;
- Não conseguir obedecer a regras e instruções, designadamente nas actividades de grupo (esperar na fila para lavar as mãos, actividades de teatro ou ginástica, etc.), sem ser por oposição ou negação, mas por impossibilidade de cumprimento;
- Dificuldade em organizar-se no quadro das actividades;
- Evitar aceitar tarefas que obriguem a um esforço mental ou a decorar uma sequência de passos;
- Perder muitos objectos - lápis, livros, jogos, blusões - e esquecer-se onde estão;
- Ser constantemente distraído por estímulos externos - uma mosca, os sons dos automóveis, luzes, telefones a tocar;
- Alhear-se das atividades se não estiver sempre a ser requerida a sua atenção.
3. A componente hiperactividade e hiperimpulsividade deve incluir quatro dos seguintes sintomas, durante pelo menos seis meses, e de intensidade fora do que é de esperar para uma criança desta idade:
- Mexer constantemente os braços e as pernas, remexer-se demasiadamente na cadeira;
- Não conseguir estar sentado na sala do jardim-de-infância;
- Correr, saltar ou trepar "demais", sobretudo em situações inapropriadas e fora do contexto dos outros meninos;
- Dificuldade em jogos ou actividades que exijam calma e estar quieto;
- Impulsividade em querer ser o primeiro em tudo e responder antes sequer de se acabar a pergunta;
- Impulsividade, não conseguindo estar numa fila, sempre a sair, e a ir à frente e atrás.
4. As crianças podem ser rotuladas de mal-educadas, irrequietas, desafiadoras, desinteressadas ou de "não estar nem ai" para o que os adultos dizem.
Perante uma suspeita, há que confirmar, sem ser "apressadamente", como se faz em alguns centros, e depois medicar, mas apenas se necessário.
Mário Cordeiro
Pediatra
Público Online
domingo, 1 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
DROPS das Férias
Vou deixar uns tópicos, pois aqui n tenho net e vou numa lan...e é longinhoooo...ai vai o resumo da semana:
1- Os medicamentos fizeram muita diferença, ano passado nesse período, o Gui passou 3 noites seguidas sem dormir qdo chegou, depois ficou com o sono irregular, só corria, pulava, parecia ter tomado estimulante, foi horrível e traumático.
2-Tira a roupa sempre e ta um frio do caramba, tenho que ficar "vestindo e vestindo" o tempo todo.
3-Escolheu um canto do terreno para fazer as necessidades fisiológicas, só que agora mete a mão e se suja todo( do cabelo aos pés) inclusive as paredes até chegar na casa, agora ficamos em alerta total, qdo ele some pra "bat-caverna".
4-Ele só quer o canal ¨6¨Cultura e "61" discoverykids que ele mesmo seleciona, ele olha o número e o símbolo do canal hehehe, tá se achando pq a TV em casa tá quase presa no teto.
5- Qdo deixo as meias recolhidas ele as separa por pares, ai vou lá
e troco algumas só pra incomodar, e ele arruma tudo direitinho novamente.
6-Esta muito melhor que no ano passado!
Mas eu estou cansadinha! Pq fico direto com os dois tem chovido muito, e não da pra sair. Confesso que aborrece vê-lo sempre descalço e pelado, passo a maioria do dia vestindo e calçando e ele tirando.
Beijos a todos é mais uma semaninha!
1- Os medicamentos fizeram muita diferença, ano passado nesse período, o Gui passou 3 noites seguidas sem dormir qdo chegou, depois ficou com o sono irregular, só corria, pulava, parecia ter tomado estimulante, foi horrível e traumático.
2-Tira a roupa sempre e ta um frio do caramba, tenho que ficar "vestindo e vestindo" o tempo todo.
3-Escolheu um canto do terreno para fazer as necessidades fisiológicas, só que agora mete a mão e se suja todo( do cabelo aos pés) inclusive as paredes até chegar na casa, agora ficamos em alerta total, qdo ele some pra "bat-caverna".
4-Ele só quer o canal ¨6¨Cultura e "61" discoverykids que ele mesmo seleciona, ele olha o número e o símbolo do canal hehehe, tá se achando pq a TV em casa tá quase presa no teto.
5- Qdo deixo as meias recolhidas ele as separa por pares, ai vou lá
e troco algumas só pra incomodar, e ele arruma tudo direitinho novamente.
6-Esta muito melhor que no ano passado!
Mas eu estou cansadinha! Pq fico direto com os dois tem chovido muito, e não da pra sair. Confesso que aborrece vê-lo sempre descalço e pelado, passo a maioria do dia vestindo e calçando e ele tirando.
Beijos a todos é mais uma semaninha!
domingo, 18 de julho de 2010
Amanhã cedo irei para o Polo Sul, sim, vou pra cidade da minha mãe Araranguá,4 horas ao sul de Floripa.
Estou indo pra dar um "ar na mente", afinal é férias,e eu preciso dar um tempo na minha rotina.
Esta chovendo muito, e esta um frio polar, como diz o meu irmão, "a Argentina só manda mulher feia e frente fria pra gente"!rs
Vamos ver como vai ficar o senhor Gui com a quebra da rotina dele, qdo der vou a uma lan house e conto pra vcs!
Beijos gelados!
Vou postar algumas fotos do 4 anos!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Movimentos repetitivos e esteriotipias.
Estava relendo os depoimentos nas comunidades e fiquei pensando ...meu filho parou de ranger os dentes, mas agora da tapas na cabeça, as vezes fortes. E eu como todo mundo ao redor segura as mãos dele.
Há um outro movimento que é bem automático, ele deita e começa balançar de um lado para outro, pra acordar ou dormir.
Aqui até brincamos que qdo ele faz isso esta em conexão para ir pro planeta dele ou voltar para Terra (depois do sono).Ele balança e faz um som como estivesse nanando.
A Profª da escola regular dele observou que qdo a sala esta tumultuada, ele vai pro cantinho das almofadas e faz isso, e ela deixa. Foi uma observação muito interessante, pq ela percebeu que ele esta em situação de estresse.
Mas outro dia a psicóloga (escola especial) que estava assistindo o trabalho, qdo estava ainda de adaptação, viu que ele estava estressado, e brigou para que ele parasse e levantasse. Para sentar a mesa.
Ele esta frequentando uma escola especial pela manhã, chego antes de iniciar as atividades, pra ele dar as balançadinhas dele, e via que ficava mais disposto para trabalhar!Atualmente não se balança mais! Prova que se habituou com o local.
E ai veio a dúvida, Deveria estar tirando tudo que o deixa tranquilo, seguro? Pq o que tenho ouvido aqui na net e de alguns especialistas, é barrar tudo, todos movimentos repetitivos.
Eu acho que tem que ser tudo aos poucos, dar tempo para adaptações, pq no caso do meu filho que tem só 3 anos, tem a semana toda cheia de atividades, terapias, estar controlando tudo o tempo todo, moldando, moldando, moldando, as vezes acho que é tbém atropelar algo que é dele, que faz parte da sua natureza.
Não sei...tem horas que parece cruel esse controle todo... a noite qdo ele esta em casa deixo sacudir livremente, caramba tbém tem direitos né!(frase típica de mãe).
Claro temos que tentar cuidar dos movimentos esquisitos, até pra não chamar muito a atenção dos outros, mas controlar em casa certas coisas, me parece um bocado ditatorial...
Os autistas mais velhos que teclo, dizem ser muito cansativo ter que se auto-controlar o tempo todo, que qdo chegam em casa muitas vezes depois de trabalhos ou escola, não têem vontade de fazer nada de tão cansados e esgotados que ficam.
Acredito que não seja diferente com os nossos pequenos.
Há um outro movimento que é bem automático, ele deita e começa balançar de um lado para outro, pra acordar ou dormir.
Aqui até brincamos que qdo ele faz isso esta em conexão para ir pro planeta dele ou voltar para Terra (depois do sono).Ele balança e faz um som como estivesse nanando.
A Profª da escola regular dele observou que qdo a sala esta tumultuada, ele vai pro cantinho das almofadas e faz isso, e ela deixa. Foi uma observação muito interessante, pq ela percebeu que ele esta em situação de estresse.
Mas outro dia a psicóloga (escola especial) que estava assistindo o trabalho, qdo estava ainda de adaptação, viu que ele estava estressado, e brigou para que ele parasse e levantasse. Para sentar a mesa.
Ele esta frequentando uma escola especial pela manhã, chego antes de iniciar as atividades, pra ele dar as balançadinhas dele, e via que ficava mais disposto para trabalhar!Atualmente não se balança mais! Prova que se habituou com o local.
E ai veio a dúvida, Deveria estar tirando tudo que o deixa tranquilo, seguro? Pq o que tenho ouvido aqui na net e de alguns especialistas, é barrar tudo, todos movimentos repetitivos.
Eu acho que tem que ser tudo aos poucos, dar tempo para adaptações, pq no caso do meu filho que tem só 3 anos, tem a semana toda cheia de atividades, terapias, estar controlando tudo o tempo todo, moldando, moldando, moldando, as vezes acho que é tbém atropelar algo que é dele, que faz parte da sua natureza.
Não sei...tem horas que parece cruel esse controle todo... a noite qdo ele esta em casa deixo sacudir livremente, caramba tbém tem direitos né!(frase típica de mãe).
Claro temos que tentar cuidar dos movimentos esquisitos, até pra não chamar muito a atenção dos outros, mas controlar em casa certas coisas, me parece um bocado ditatorial...
Os autistas mais velhos que teclo, dizem ser muito cansativo ter que se auto-controlar o tempo todo, que qdo chegam em casa muitas vezes depois de trabalhos ou escola, não têem vontade de fazer nada de tão cansados e esgotados que ficam.
Acredito que não seja diferente com os nossos pequenos.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Tenho que atualizar alguns acontecimentos, aqui pela minha Terra!É tanta coisa se acumulando.
Vou começar pelo encontro do "Grupo de Apoio, Pesquisa e Troca de Experiências sobre Autismo e Síndrome de Asperger".
Foram em média 30 participantes, entre pais, curiosos, professores, vieram pessoas de outras cidades, ficamos muito contentes porque isso só nos fortalece estar junto de um grupo que passa ou já passaram as mesmas dificuldades nossas.
Bom tbém estar num lugar onde nossos filhos puderam circular livremente e "ser eles próprios". E para nós, pois acho que ficamos mais tranqüilos em relação a "olhares para as esquisitices dos filhos" afinal todos ali tinham o seu jeitinho particular e beleza única!
O grupo revezando-se para olhar o filho do outro, muito legal.
Esse foi o primeiro encontro, esperávamos que podíamos estar juntos mais vezes, e aos poucos indo nos aproximando por afinidades, delegando tarefas, estudos, e nos fortalecendo como grupo para buscar nossos direitos e pedir apoio.
Para o segundo encontro onde o assunto era "A importância de um diagnóstico precoce".
O objetivo era destacar a importância de perceber alguns sinais que eram indícios de atraso no desenvolvimento infantil, e que eu pessoalmente acreditava ser
fundamental para professores da Educação Infantil, levando em conta que, são eles muitas vezes que passam a maior parte do dia com as nossas crianças.
Acreditava que ia "bombar", tive uma enorme decepção. Para a minha surpresa não apareceu nenhum professor da Educação Infantil. Para não dizer nenhum a ex-professora do Guillermo estava lá.
Eu não conseguia esconder a minha a enorme frustração e vergonha como professora, (embora seja profª de alunos da 5ª série pra cima).
Porque estavam ali dois profissionais gabaritados, um pediatra e uma geneticista, dispostos a responderem todas as dúvidas e melhor, evento gratuito.
Os pais aproveitaram muito, foi muito legal, ouvir os depoimentos, perguntas, aprender.
É triste que nenhum professor de alguma criança que estava presente apareceu (eram várias crianças de várias idades e de escolas diferentes), e tantos outros que foram contactados.
Qdo se trata da "verdadeira Inclusão" tbém não cabe só ao professor de sala de aula propriamente dito, toda escola deve estar envolvida. Se um representante somente estivesse ali com o intuito de repassar aos colegas depois, já seria positivo.
Ah mais poderíamos pensar:
-Poxa já trabalho a semana inteira, ganho super mal, e tantas outras coisas...
Mas aí eu em pego a pensar, caramba, e o lado humano? Como é que tenho um aluno dentro do meu ambiente de trabalho com limitações, "especial" e não me interesso a conhecer um pouco dele? Principalmente num tema tão específico?
Enfim... Vamos continuar né...prefiro não aprofundar mais minhas idéias sobre como tem sido feito a inclusão que vejo por ai!.
Vou começar pelo encontro do "Grupo de Apoio, Pesquisa e Troca de Experiências sobre Autismo e Síndrome de Asperger".
Foram em média 30 participantes, entre pais, curiosos, professores, vieram pessoas de outras cidades, ficamos muito contentes porque isso só nos fortalece estar junto de um grupo que passa ou já passaram as mesmas dificuldades nossas.
Bom tbém estar num lugar onde nossos filhos puderam circular livremente e "ser eles próprios". E para nós, pois acho que ficamos mais tranqüilos em relação a "olhares para as esquisitices dos filhos" afinal todos ali tinham o seu jeitinho particular e beleza única!
O grupo revezando-se para olhar o filho do outro, muito legal.
Esse foi o primeiro encontro, esperávamos que podíamos estar juntos mais vezes, e aos poucos indo nos aproximando por afinidades, delegando tarefas, estudos, e nos fortalecendo como grupo para buscar nossos direitos e pedir apoio.
Para o segundo encontro onde o assunto era "A importância de um diagnóstico precoce".
O objetivo era destacar a importância de perceber alguns sinais que eram indícios de atraso no desenvolvimento infantil, e que eu pessoalmente acreditava ser
fundamental para professores da Educação Infantil, levando em conta que, são eles muitas vezes que passam a maior parte do dia com as nossas crianças.
Acreditava que ia "bombar", tive uma enorme decepção. Para a minha surpresa não apareceu nenhum professor da Educação Infantil. Para não dizer nenhum a ex-professora do Guillermo estava lá.
Eu não conseguia esconder a minha a enorme frustração e vergonha como professora, (embora seja profª de alunos da 5ª série pra cima).
Porque estavam ali dois profissionais gabaritados, um pediatra e uma geneticista, dispostos a responderem todas as dúvidas e melhor, evento gratuito.
Os pais aproveitaram muito, foi muito legal, ouvir os depoimentos, perguntas, aprender.
É triste que nenhum professor de alguma criança que estava presente apareceu (eram várias crianças de várias idades e de escolas diferentes), e tantos outros que foram contactados.
Qdo se trata da "verdadeira Inclusão" tbém não cabe só ao professor de sala de aula propriamente dito, toda escola deve estar envolvida. Se um representante somente estivesse ali com o intuito de repassar aos colegas depois, já seria positivo.
Ah mais poderíamos pensar:
-Poxa já trabalho a semana inteira, ganho super mal, e tantas outras coisas...
Mas aí eu em pego a pensar, caramba, e o lado humano? Como é que tenho um aluno dentro do meu ambiente de trabalho com limitações, "especial" e não me interesso a conhecer um pouco dele? Principalmente num tema tão específico?
Enfim... Vamos continuar né...prefiro não aprofundar mais minhas idéias sobre como tem sido feito a inclusão que vejo por ai!.
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