Antes de escrever gostaria de dizer que não estou conseguindo responder as perguntas deixadas no blog, bloqueia, peço mil desculpas, deixo meu email alessakravitz@hotmail.com, no assunto coloquem blog. Abração Ale
Aquisição da linguagem pelas crianças deficientes auditivas
Em todas as crianças a interacção verbal e não verbal inicia-se nos primeiros dias. Os problemas que se põem dependem do tipo de surdez, e se esta é adquirida antes ou depois da iniciação da linguagem, ou depois da aquisição da leitura e da escrita. Se a surdez aparece quando a criança já domina as bases da linguagem e começou a aprender a ler, o desenvolvimento pode ser normal, tendo precaução e utilizando técnicas de reeducação.
Apesar do choque psicológico não desprezível e que pode determinar perturbações psicóticas por vezes graves, mas curáveis, a criança pode aprender a inserir-se numa vida normal .
Se a surdez aparece antes da aquisição ou do início da aquisição da leitura e da escrita, a linguagem pode deteriorar-se rapidamente. A reeducação pode, contudo, limitar consideravelmente o défice.
Se ela surge antes do aparecimento da linguagem falada a situação da criança reduz-se praticamente à do surdo congénito.
A aquisição da linguagem é o problema primordial da criança surda. No caso do défice mais grave, o da cofose, a criança surda é muda, porque é surda.
Segundo H. Furth e J. Younisse e admitido por todos os especialistas, não existe criança surda típica, cada caso levanta problemas específicos. Podem-se contudo realçar muitos traços comuns.
A maior parte destas crianças nascem de pais que ouvem. Ficam portanto afastadas das comunidades de surdos até à idade que lhes permite uma certa autonomia e uma inserção social independente do meio familiar. São pois, inicialmente, crianças sem linguagem e a linguagem gestual utilizada em tais comunidades é para elas uma "língua materna" como poderia ter sido no caso de terem sido expostas a ela desde a primeira infância. É importante estabelecer aqui uma distinção entre a linguagem oral e gestual.
A linguagem gestual permite, sinais sincréticos ou com um valor de significado global cuja compreensão dispensa uma recodificação na escrita, recodificação que pode ser estabelecida mais tarde.
É por intermédio destes sinais sincréticos, que a criança surda educada num meio de surdos pode chegar a uma linguagem gestual elementar anterior a uma linguagem gestual recodificada a partir do sistema de grafia. Todavia, habitualmente não é esse o caso, pois os pais auditivos normais ignoram essa linguagem e só descobrem bastante tardiamente a extensão real do défice auditivo do filho. É por isso, que os surdos congénitos devem ser considerados na primeira infância, isto é, durante o período normalmente destinado, do ponto de vista biológico, à aquisição da linguagem, como crianças sem linguagem, no sentido estrito do termo, portanto sujeitos a perder todas as etapas privilegiadas da sua aquisição.
Estas crianças elaboram contudo, e de uma maneira espontânea, gestos e comportamentos simbólicos que utilizam com realidade na sua vida quotidiana. Isto parece confirmar em certa medida a hipótese de Piaget de uma função simbólica ou simiótica anterior à linguagem e na qual se baseia normalmente a sua construção. Mas tais crianças têm a falta do contributo poderoso do ponto de vista da estruturação da vida mental e intelectual que é um sistema simbólico "pré-fabricado". É esta falta que as diferencia especificamente das outras crianças e o seu desenvolvimento intelectual deve ser considerado à luz desta condição especial.
A apreciação exacta das suas faculdades foi durante muito tempo afectada pelo preconceito, segundo o qual, a ausência de qualquer linguagem adquirida do exterior e assimilada para gerar nelas a fala interior, comprometia o seu desenvolvimento intelectual.
O enfraquecimento destes preconceitos deve-se tanto ás investigações recentes, como a uma modificação nas concepções teóricas que tendem a separar o pensamento da linguagem.
Depois de ter recordado que a aprendizagem da linguagem provinha, essencialmente, das funções integradoras do cérebro, Fry acrescenta que a base do sistema fonológico é a organização do sistema nervoso central, que resulta mais da informação acústica do que da natureza das vibrações acústicas. Esta constatação, acrescenta ele, é da maior importância para compreender a situação das crianças que nascem com défice auditivo, já que uma deficiência do ouvido não implica uma deficiência do cérebro.
Grande parte das investigações podem situar-se na perspectiva defendida por Furth: os surdos têm uma inteligência semelhante à dos ouvintes e as diferenças encontradas são devidas a deficiências no conjunto das experiências vividas pela criança surda. Esta atinge o mesmo nível que o ouvinte, ainda que com um certo atraso, já que o desenvolvimento intelectual não depende do desenvolvimento linguístico.
Uma pessoa anônima,que erra, acerta, tem sonhos, se deprime, debocha, da gargalhadas,chora! Um blog que contará algumas passagens,pensamentos de como é ser mãe de um pequeno Autista! Com intuito de ser verdadeiro, sem medo de ser politicamente (in)correto, não quero agradar ou desagradar os gregos e troianos. Eu existo...Nós existimos Eu, um filho de 11 anos e meu pequeno autista de 8 anos. Unidos pelo coração e genética. Como sou conhecida? "- Ah! Aquela que é a Mãe do Autista!!!!!"
A Mãe do Autista
...Investi tudo naquele olhar...Tantas palavras num breve sursurrar...paixão assim não acontece todo dia!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Eu tive a umas semanas atrás o Gui perdendo-se nos sonos, acordando, as 3:00h, 5:00h e por ai, nem precisa dizer que ficamos todos desbaratinados em casa.
Sem mudar alimentação, dosagem de remédios, etc, comecei a dormir novamente com ele, não na minha cama, que levei anos pra tirar, seria um retrocesso, mas venho dormindo na cama dele.
Começou a regularizar o sono, o que mas me chama a atenção é como ele dorme, dá um jeito de ficar na posição fetal na minha barriga, mas não é maluquici minha não, rs, pq ele estava dormindo outro assim com o irmão, muito interessante.
Tenho me divertido muito com ele , em respeito a LIBRAS, Lingua Brasileira de Sinais, ganhei um livrão de avô dele, e com a ajuda do irmão todo dia aprendemos sinais novos.
Ele pedindo pizza outro dia foi muito engraçado.
Ele essa semana tem chamado atenção na mudança das brincadeiras, levou o Mickey pro parque e ele o pos no balanço, escorrga, brincou como fazemos na realidade com ele.
Fiquei encantada pois ele não dava a mínima pra bonecos, senti que esta reproduzindo algumas ações cotidianas com os bonecos, normal pra qualquer criança até de menos de um ano, mas meu filho tinha dificuldades na quesito imaginação.
Anda agora com o boneco WooD, do Toy Histories, o cawboy, ele põe o filme e o boneco na tela e aponta com o dedo, muito engraçado, e em chama pra eu dizer que são iguais.
Tem se mostrado muito comunicativo, as meninas do Flamenco estiveram almoçando por aqui, e ele prontamente em Libras, deu Oi.Comprimenta, sorri, compartilha , aponta.
É um progresso muito gritante, chamando atenção de todos que vem acompanhando nossa história.
Atualmente ele frequenta a escola regular com auxílio de interprete de Libras, que foi o divisor de águas na minha opinião em relação comunicação.
Duas vezes por semana frequenta o AMA Atividade Motora Adaptada na UFSC, com exercício de solo e depois piscina. Nestes dias a Guilhermina segundas , quartas e sábados pela tarde , fica com o Gui, assim ele vai e volta caminhando, vão ao parque, ele gosta muito, e tira de mim essas atividades, pois estou muito esgotada, tem me ajudado a dar uma respirada, e tbém deixar que os outros cuidem dele.
É normal achar que ninguém tem essa capacidade, e fico pasma de como ele obedece, beija, faz carinho, aquilo que eu já havia comentado em outra ocasião, dar oportunidade dele experimentar outras coisas com outras pessoas, o faz crescer.
Claro que custei a liberar ele pelas ruas, sempre tenho medo que ele fuja, mas depois que criei confiança, as coisas são mais fáceis.
Na sexta a tarde, o Guillerme, um rapaz de 18 anos, tbém da passeios com o Gui, e tbém saem de ônibus, o Guillerme agora o leva pra TO, que não atende mais em casa e sim no consultório.
Eles vão caminhando e depois pegam ônibus e passaiam pela cidade.
Tudo isso tem a judado o Gui a ter uma visão maior de mundo, amadurecendo cada vez mais sua noção de espaço, de como se comportar com a repetição de saídas, que exige paciência e treino.
Não dá pra ter noites mal dormidas e ter pique pra sair a tarde toda, brincar, me sinto realmente muito esgotada.
Em um outro dia saiu dando beijo em todos os monitores da piscina.
APAE, 2 vezes por semana, com o médoto Teach e um trabalho de comunicação alternativa.
E TO 1 x por semana, A TO dele a MAysa Guerra , esta pegando no quisito cordenação motora, pois sentia que ele não desenhava, segurava lápis, cortava, outro dia vi umas fotos minhas picotadas hahaha, ele faz lição de casa!
Obs: O Guillermo tem hoje em dia a Guilhermina e Guilherme de cuidadores...umhhhhhhhh que conhecidência rs!
Sem mudar alimentação, dosagem de remédios, etc, comecei a dormir novamente com ele, não na minha cama, que levei anos pra tirar, seria um retrocesso, mas venho dormindo na cama dele.
Começou a regularizar o sono, o que mas me chama a atenção é como ele dorme, dá um jeito de ficar na posição fetal na minha barriga, mas não é maluquici minha não, rs, pq ele estava dormindo outro assim com o irmão, muito interessante.
Tenho me divertido muito com ele , em respeito a LIBRAS, Lingua Brasileira de Sinais, ganhei um livrão de avô dele, e com a ajuda do irmão todo dia aprendemos sinais novos.
Ele pedindo pizza outro dia foi muito engraçado.
Ele essa semana tem chamado atenção na mudança das brincadeiras, levou o Mickey pro parque e ele o pos no balanço, escorrga, brincou como fazemos na realidade com ele.
Fiquei encantada pois ele não dava a mínima pra bonecos, senti que esta reproduzindo algumas ações cotidianas com os bonecos, normal pra qualquer criança até de menos de um ano, mas meu filho tinha dificuldades na quesito imaginação.
Anda agora com o boneco WooD, do Toy Histories, o cawboy, ele põe o filme e o boneco na tela e aponta com o dedo, muito engraçado, e em chama pra eu dizer que são iguais.
Tem se mostrado muito comunicativo, as meninas do Flamenco estiveram almoçando por aqui, e ele prontamente em Libras, deu Oi.Comprimenta, sorri, compartilha , aponta.
É um progresso muito gritante, chamando atenção de todos que vem acompanhando nossa história.
Atualmente ele frequenta a escola regular com auxílio de interprete de Libras, que foi o divisor de águas na minha opinião em relação comunicação.
Duas vezes por semana frequenta o AMA Atividade Motora Adaptada na UFSC, com exercício de solo e depois piscina. Nestes dias a Guilhermina segundas , quartas e sábados pela tarde , fica com o Gui, assim ele vai e volta caminhando, vão ao parque, ele gosta muito, e tira de mim essas atividades, pois estou muito esgotada, tem me ajudado a dar uma respirada, e tbém deixar que os outros cuidem dele.
É normal achar que ninguém tem essa capacidade, e fico pasma de como ele obedece, beija, faz carinho, aquilo que eu já havia comentado em outra ocasião, dar oportunidade dele experimentar outras coisas com outras pessoas, o faz crescer.
Claro que custei a liberar ele pelas ruas, sempre tenho medo que ele fuja, mas depois que criei confiança, as coisas são mais fáceis.
Na sexta a tarde, o Guillerme, um rapaz de 18 anos, tbém da passeios com o Gui, e tbém saem de ônibus, o Guillerme agora o leva pra TO, que não atende mais em casa e sim no consultório.
Eles vão caminhando e depois pegam ônibus e passaiam pela cidade.
Tudo isso tem a judado o Gui a ter uma visão maior de mundo, amadurecendo cada vez mais sua noção de espaço, de como se comportar com a repetição de saídas, que exige paciência e treino.
Não dá pra ter noites mal dormidas e ter pique pra sair a tarde toda, brincar, me sinto realmente muito esgotada.
Em um outro dia saiu dando beijo em todos os monitores da piscina.
APAE, 2 vezes por semana, com o médoto Teach e um trabalho de comunicação alternativa.
E TO 1 x por semana, A TO dele a MAysa Guerra , esta pegando no quisito cordenação motora, pois sentia que ele não desenhava, segurava lápis, cortava, outro dia vi umas fotos minhas picotadas hahaha, ele faz lição de casa!
Obs: O Guillermo tem hoje em dia a Guilhermina e Guilherme de cuidadores...umhhhhhhhh que conhecidência rs!
domingo, 23 de outubro de 2011
"...Domingo eu quero ver...o domingo passar..."
Puxa vida que DOMINGO, não diferente de alguns outros domingos que já tive.
Eu sentia lá fundo um barulho, de porta batendo, cadeira arrastando, meu marido falando, aquele estado entre o sono e o despertar.
Era o Gui a todo vapor, e sem poder dar aquela espreguiçada tive que pular da cama.Nem fazia ideia que horas era.
Estendi e recolhi roupas, arrumei tralhas pela casa, juntei quebra-cabeças, tirei o Gui de cima do muro umas 5 vezes, comecei a ensinar passos de samba pro meu filho mais velho, qdo vi que eram 9:30h.
-Como assim?Fiz um monte de coisas e é só 9:00hs???
As 11:00h implorava pro meu marido ficar com o Gui pois, não tinha como fazer comida pois ficava em cima do fogão, pia, subia no armário, parecia que tudo acontecia simultâneamente, que loucura!!!!!!!!!!!!!
No almoço veio pra mesa que qdo viu que estava fritando batatas começou a pegar prato, abrir, gavetas de talheres, um "The Flash", meio pacote de um quilo foi só pra ele, fora o arroz e feijão! Saiu quadrado da mesa, com aquele abastecimento todo ainda tive a esperança que ele desse uma dormidinha.
Deitou-se numa manta que coloquei no quintal, ficou la olhando pro céu alguns minutos!
A tarde toda foi essa loucura assaltando geladeira, subindo em cadeiras pra pegar coisas, jogando coisas pelo chão e eu catando em seguida, subindo no muro, tentando fugir.
Meu marido passou a tarde toda dormindo, é lógico que num dia maravilhoso de sol eu poderia dar uma volta com ele.
Mas confesso, eu não tenho mais saco, energia, mal consigo sair da cama todas as manhãs acordo sempre cansada.
La pelas 19h horas eu estava chorando sem motivo, cansada talvez, ele não parava nunca, então dei-lhe janta, antes havia dado os remédios, e comecei a apagar a luz da casa toda.
Comecei a pensar como pode ter tanta energia, que cérebro é esse que nenhum remédio, terapias, caminhadas, natação, dão conta...
Fomos pra cama, liguei o dvd, ele começou a sacudir-se, ficou coladinho em mim foi indo e logo dormiu.
Eu que não estava suportando mais me deu um alívio e um remorso, olhava o contorno do rostinho dele, cílios, olhos, nariz ,boca...vi o semblante de uma criança indefesa de apenas 5 anos, e quando me concentrei nele dormindo, eu comecei a chorar de culpa.
Culpa por não suportar toda aquela situação, culpa por desejar que dormisse de uma vez, culpa por estar aliviada diante do sono dele.
Também senti aquele aperto no coração que só quem ama muito sente.
Me senti muito sozinha, uma solidão tremenda, tive vontade de ser acarinhada como uma criança, então me abracei nele fiquei em forma de conchinha e me senti protegida com o calor dele.
Há dias que você nasce e morre um pouco dentro desse mistério que é o Autismo, me senti frágil diante daquela beleza, vi como ele é tão perfeito, lindo, talvez a coisa mais perfeita que eu tenha feito nessa vida!
E la se vai o Domingo...até o próximo Domingo!
Eu sentia lá fundo um barulho, de porta batendo, cadeira arrastando, meu marido falando, aquele estado entre o sono e o despertar.
Era o Gui a todo vapor, e sem poder dar aquela espreguiçada tive que pular da cama.Nem fazia ideia que horas era.
Estendi e recolhi roupas, arrumei tralhas pela casa, juntei quebra-cabeças, tirei o Gui de cima do muro umas 5 vezes, comecei a ensinar passos de samba pro meu filho mais velho, qdo vi que eram 9:30h.
-Como assim?Fiz um monte de coisas e é só 9:00hs???
As 11:00h implorava pro meu marido ficar com o Gui pois, não tinha como fazer comida pois ficava em cima do fogão, pia, subia no armário, parecia que tudo acontecia simultâneamente, que loucura!!!!!!!!!!!!!
No almoço veio pra mesa que qdo viu que estava fritando batatas começou a pegar prato, abrir, gavetas de talheres, um "The Flash", meio pacote de um quilo foi só pra ele, fora o arroz e feijão! Saiu quadrado da mesa, com aquele abastecimento todo ainda tive a esperança que ele desse uma dormidinha.
Deitou-se numa manta que coloquei no quintal, ficou la olhando pro céu alguns minutos!
A tarde toda foi essa loucura assaltando geladeira, subindo em cadeiras pra pegar coisas, jogando coisas pelo chão e eu catando em seguida, subindo no muro, tentando fugir.
Meu marido passou a tarde toda dormindo, é lógico que num dia maravilhoso de sol eu poderia dar uma volta com ele.
Mas confesso, eu não tenho mais saco, energia, mal consigo sair da cama todas as manhãs acordo sempre cansada.
La pelas 19h horas eu estava chorando sem motivo, cansada talvez, ele não parava nunca, então dei-lhe janta, antes havia dado os remédios, e comecei a apagar a luz da casa toda.
Comecei a pensar como pode ter tanta energia, que cérebro é esse que nenhum remédio, terapias, caminhadas, natação, dão conta...
Fomos pra cama, liguei o dvd, ele começou a sacudir-se, ficou coladinho em mim foi indo e logo dormiu.
Eu que não estava suportando mais me deu um alívio e um remorso, olhava o contorno do rostinho dele, cílios, olhos, nariz ,boca...vi o semblante de uma criança indefesa de apenas 5 anos, e quando me concentrei nele dormindo, eu comecei a chorar de culpa.
Culpa por não suportar toda aquela situação, culpa por desejar que dormisse de uma vez, culpa por estar aliviada diante do sono dele.
Também senti aquele aperto no coração que só quem ama muito sente.
Me senti muito sozinha, uma solidão tremenda, tive vontade de ser acarinhada como uma criança, então me abracei nele fiquei em forma de conchinha e me senti protegida com o calor dele.
Há dias que você nasce e morre um pouco dentro desse mistério que é o Autismo, me senti frágil diante daquela beleza, vi como ele é tão perfeito, lindo, talvez a coisa mais perfeita que eu tenha feito nessa vida!
E la se vai o Domingo...até o próximo Domingo!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Os caminhos da Inclusão
Gosto muito de falar na inclusão, de ver o desenrolar das histórias, inclusive o da minha história , uma hora um olhar como Educadora e outra hora como mãe.
Sou uma pessoa muito justa , pé no chão, tenho um senso crítico muito apurado, mas também gosto de salientar as coisas positivas, as pequenas conquistas ao meu redor.
Ano passado terminei o ano um tanto frustrada, pra não dizer traumatizada em relação a inclusão da última escola do meu filho, falo sobre esse assunto no post:
http://amaedoautista.blogspot.com/2011/01/avaliacao-da-avaliacao-da-disciplina-de.html
Coloquei meu filho numa escola pública municipal na cidade de Florianópolis, estava cheia de medo dessa mudança, desacreditada, outra comunidade.
Cheguei no meio de uma reforma, fiquei com o Gui em casa mais 15 dias pois tinha medo das fugas, os peões deixavam sempre o portão aberto.Uma vez peguei ele no meio da rua.
Haviam dois portões na escola um na lateral que havia um interfone, e ninguém via, e abria qdo alguém tocava.E outro em frente a escola.
Um dia estava no pátio, e o o danado observou que abria qdo alguém tocava, ele começou a colocar o braço por fora da grade e apertar o interfone, prontamente alguém abria.
E gelei por dentro e por fora, na mesma hora pedi maior atenção as profs e que falasse as funcionárias para perguntar quem era qdo tocava, pois se "não" respondesse , certamente era o Gui,rs.
Estou comentando essa passagem, para mostrar na prática o que é uma comunidade que leva a sério a inclusão, pois na semana seguinte não havia naquele espaço um portão e sim um muro!
E passou apenas ter um portão!
E de la pra cá eu observei o crescimento e o desenvolvimento do meu filho, as estratégias usadas, para melhorar a sua compreensão, comunicação.
A Sala Multimeios dando suporte aos professores , estando na escola todas as sextas-feiras, sentindo a emoção dos profissionais em relatar os progressos do Gui.
Sentir realmente respeito e amor e o compromisso com o seu desenvolvimento como ser humano.
Meu filho frequenta a NEI Santo Antônio de Pádua e tem uma equipe vencedora desde a diretora, profas, auxiliares, equipe técnica.
Parabéns pelo dia do Professor!!!!!!!!!Obrigado por acreditar no meu filho, pelo desempenho e dedicação na Ed. Inclusiva. Tenho profunda admiração por todos.
Apesar do desrespeito que a classe do magistério tem enfrentado, vocês estão ali, todos os dias idealizando um mundo melhor!
Abaixo vou colocar a avaliação feita pela escola, um exemplo de como pode ser feita uma avaliação de uma criança em inclusão.
"PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
E.B.M. José do Valle Pereira
SALA MULTIMEIOS – AEE Atendimento Educaional Especializado
Professoras: Denise Montibeller
Rosemeri Vargas
RELATÓRIO DE AEE
Aluno: Guilhermo
Neste primeiro semestre estivemos presente no NEI Santo Antônio de Pádua
com o trabalho de atendimento educacional especializado (AEE) em sala. Optamos pelo atendimento no espaço de sala de aula, pensando na inclusão do Guilhermo no seu cotidiano escolar, com isto oportunizamos a toda a turma e aos profissionais, maior contato e conhecimento do Gui.
Acreditando também nas parcerias, entramos em contato com a APAE na tentativa de buscar maior clareza no diagnóstico dele. Solicitamos uma reavaliação, considerando o diagnóstico recente de surdez bilateral profunda, trazido pela família. Como o Gui estava sendo atendido pelo Método TEACH decidimos seguir pela abordagem da surdez. Trabalhamos com sinais básicos de LIBRAS de forma lúdica com todas as crianças da sala.
Inicialmente Guilhermo foi acompanhado por uma auxiliar , mas com o passar do tempo avaliamos que a maior dificuldade do Gui estava ligada a falta de comunicação e não ao comportamento. Portanto intervimos, em acordo com a família, na contratação de uma professora de libras e de uma auxiliar volante que o atendesse sempre que necessário ou solicitada pela professora.
Orientamos e acompanhamos semanalmente as atividades em sala, algumas vezes dirigindo a atividade, outras participando, brincando, conversando , contribuindo desta forma no processo de aprendizagem do Guilhermo e de toda a turma. O trabalho realizado com imagens foi muito incisivo para o Gui pois ele demonstrou interesse e participação no que foi proposto.
Guilhermo mesmo nos momentos em que não estava no grupo, parecendo alheio as atividades propostas, ficou atento e manifestou através das ações, como exemplo, demostrando o sinal da letra “G” do seu nome em libras.
No momento da brincadeira, tem suas preferências, mas aos poucos temos conquistado sua companhia para se incluir nos grupos, seja no parque ou na roda. No Boi de mamão adorou participar dentro da Bernunça.
Desenvolveu um bom relacionamento com o grupo e profissionais, atendendo a todas as regras e resolvendo seus conflitos em relação a disputas de brinquedos, fome, sede, demonstrando bastante autonomia.
Acreditando sempre nas possibilidades de todos no processo de inclusão Guilhermo nos surpreendeu e nos seduziu !!!
Um forte abraço,
Denise e Rose "
Lembrando que essa avaliação é da "SALA MULTIMEIOS – AEE Atendimento Educaional Especializado", ele ainda foi avaliado pela professora de sala da escola.
Sou uma pessoa muito justa , pé no chão, tenho um senso crítico muito apurado, mas também gosto de salientar as coisas positivas, as pequenas conquistas ao meu redor.
Ano passado terminei o ano um tanto frustrada, pra não dizer traumatizada em relação a inclusão da última escola do meu filho, falo sobre esse assunto no post:
http://amaedoautista.blogspot.com/2011/01/avaliacao-da-avaliacao-da-disciplina-de.html
Coloquei meu filho numa escola pública municipal na cidade de Florianópolis, estava cheia de medo dessa mudança, desacreditada, outra comunidade.
Cheguei no meio de uma reforma, fiquei com o Gui em casa mais 15 dias pois tinha medo das fugas, os peões deixavam sempre o portão aberto.Uma vez peguei ele no meio da rua.
Haviam dois portões na escola um na lateral que havia um interfone, e ninguém via, e abria qdo alguém tocava.E outro em frente a escola.
Um dia estava no pátio, e o o danado observou que abria qdo alguém tocava, ele começou a colocar o braço por fora da grade e apertar o interfone, prontamente alguém abria.
E gelei por dentro e por fora, na mesma hora pedi maior atenção as profs e que falasse as funcionárias para perguntar quem era qdo tocava, pois se "não" respondesse , certamente era o Gui,rs.
Estou comentando essa passagem, para mostrar na prática o que é uma comunidade que leva a sério a inclusão, pois na semana seguinte não havia naquele espaço um portão e sim um muro!
E passou apenas ter um portão!
E de la pra cá eu observei o crescimento e o desenvolvimento do meu filho, as estratégias usadas, para melhorar a sua compreensão, comunicação.
A Sala Multimeios dando suporte aos professores , estando na escola todas as sextas-feiras, sentindo a emoção dos profissionais em relatar os progressos do Gui.
Sentir realmente respeito e amor e o compromisso com o seu desenvolvimento como ser humano.
Meu filho frequenta a NEI Santo Antônio de Pádua e tem uma equipe vencedora desde a diretora, profas, auxiliares, equipe técnica.
Parabéns pelo dia do Professor!!!!!!!!!Obrigado por acreditar no meu filho, pelo desempenho e dedicação na Ed. Inclusiva. Tenho profunda admiração por todos.
Apesar do desrespeito que a classe do magistério tem enfrentado, vocês estão ali, todos os dias idealizando um mundo melhor!
Abaixo vou colocar a avaliação feita pela escola, um exemplo de como pode ser feita uma avaliação de uma criança em inclusão.
"PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
E.B.M. José do Valle Pereira
SALA MULTIMEIOS – AEE Atendimento Educaional Especializado
Professoras: Denise Montibeller
Rosemeri Vargas
RELATÓRIO DE AEE
Aluno: Guilhermo
Neste primeiro semestre estivemos presente no NEI Santo Antônio de Pádua
com o trabalho de atendimento educacional especializado (AEE) em sala. Optamos pelo atendimento no espaço de sala de aula, pensando na inclusão do Guilhermo no seu cotidiano escolar, com isto oportunizamos a toda a turma e aos profissionais, maior contato e conhecimento do Gui.
Acreditando também nas parcerias, entramos em contato com a APAE na tentativa de buscar maior clareza no diagnóstico dele. Solicitamos uma reavaliação, considerando o diagnóstico recente de surdez bilateral profunda, trazido pela família. Como o Gui estava sendo atendido pelo Método TEACH decidimos seguir pela abordagem da surdez. Trabalhamos com sinais básicos de LIBRAS de forma lúdica com todas as crianças da sala.
Inicialmente Guilhermo foi acompanhado por uma auxiliar , mas com o passar do tempo avaliamos que a maior dificuldade do Gui estava ligada a falta de comunicação e não ao comportamento. Portanto intervimos, em acordo com a família, na contratação de uma professora de libras e de uma auxiliar volante que o atendesse sempre que necessário ou solicitada pela professora.
Orientamos e acompanhamos semanalmente as atividades em sala, algumas vezes dirigindo a atividade, outras participando, brincando, conversando , contribuindo desta forma no processo de aprendizagem do Guilhermo e de toda a turma. O trabalho realizado com imagens foi muito incisivo para o Gui pois ele demonstrou interesse e participação no que foi proposto.
Guilhermo mesmo nos momentos em que não estava no grupo, parecendo alheio as atividades propostas, ficou atento e manifestou através das ações, como exemplo, demostrando o sinal da letra “G” do seu nome em libras.
No momento da brincadeira, tem suas preferências, mas aos poucos temos conquistado sua companhia para se incluir nos grupos, seja no parque ou na roda. No Boi de mamão adorou participar dentro da Bernunça.
Desenvolveu um bom relacionamento com o grupo e profissionais, atendendo a todas as regras e resolvendo seus conflitos em relação a disputas de brinquedos, fome, sede, demonstrando bastante autonomia.
Acreditando sempre nas possibilidades de todos no processo de inclusão Guilhermo nos surpreendeu e nos seduziu !!!
Um forte abraço,
Denise e Rose "
Lembrando que essa avaliação é da "SALA MULTIMEIOS – AEE Atendimento Educaional Especializado", ele ainda foi avaliado pela professora de sala da escola.
domingo, 11 de setembro de 2011
Conferência: “Novos Caminhos nas Perturbações Globais de Desenvolvimento e Espectro do Autismo” Câmara Municipal de Matosinhos-Portugal-25 de Junho de 2011
“Novos Caminhos nas Perturbações Globais de Desenvolvimento e Espectro do Autismo”, teve como objectivo o de divulgar os resultados das mais recentes investigações científicas, no tratamento das Perturbações globais do Desenvolvimento e espectro do autismo.
Esta iniciativa juntou aproximadamente 100 pessoas, incluindo pais e profissionais das mais diversas formações (médicos, professores, psicólogos, enfermeiros...) e contou com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, representada pelo Sr. Presidente, o Dr. Guilherme Pinto, alguns Vereadores e Deputados. Esteve também presente a Dra. Conceição Menino, na qualidade de Coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Educação Especial da DREN.
Os palestrantes, todos com uma larga experiência no contexto da Educação Especial, no geral, e com o Autismo, em particular, apresentaram excelentes comunicações.
As comunicações iniciaram com a reflexão apresentada pela Doutora Manuela Sanches Ferreira, que apesar de não ter falado especificamente sobre a problemática do autismo, nos fez pensar acerca do modo de entender as questões em torno da incapacidade. Fez uma breve abordagem histórica de como o conceito de deficiência ia sendo entendido e que práticas se adoptavam em função disso. Deficiência vs. incapacidade; integração vs. inclusão....
O Mestre Vânia Peixoto, terapeuta da fala e docente da Universidade Fernando Pessoa explicou que a investigação/intervenção da UFP relacionada com as PEA assenta em áreas bem distintas, como:
Adaptação de instrumentos de avaliação (ADOS)
Colaboração com a comunidade, como por exemplo, com a APEE – Autismo na realização das colónias de férias para crianças com PEA; desenvolvimento de um novo serviço “babysitting” especial para crianças com PEA
Adaptação de material, como por exemplo, adaptar as músicas e/ou livros e “legendá-los” com os símbolos pictográficos, de forma a aumentar a compreensão da criança; elaborar horários individualizados com as tarefas de cada criança....
Modelo de intervenção do Hands on Autism
Prática baseada na evidência (modelo SCERTS)
O Modelo SCERTS
Transational Support / Suporte Transaccional: As crianças são mais competentes quando os seus parceiros adaptam o seu estilo de interacção e o ambiente de modo a favorecer uma comunicação social efectiva e a regulação emocional
Emotional Regulation / Regulação emocional: Crianças com maior capacidade para automonitorizar o seu arousal fisiológico e estado emocional são mais competentes para manter o envolvimento social, resolver problemas e comunicar efectivamente
Social Comunication / Comunicação social: Crianças com maior capacidade para iniciar e seguir o foco conversacional dos seus parceiros sociais são socialmente mais competentes
Formação
Coaching & counselling
A Dra. Vânia faz também parte um programa: o Hands on Autism e destacou as características chaves de programas efectivos nas PEA
• Intervir o mais precocemente possível
• O envolvimento mútuo e activo entre a criança e o adulto são cruciais nas actividades programadas
• A intensidade do programa é fundamental (25 H/semana de actividades programadas – escola, terapias, casa)
• Programa adequado ao nível cronológico e desenvolvimental da criança, delineado através de objectivos individualizados
• Ensino organizado, com repetição ao longo do dia de períodos de intervenção curtos, de um-para-um e grupos de pares pequenos
• Inclusão de uma componente para a família (treino parental)
• Monitorização e reavaliação periódica programada e adequação quando necessário
Por último, a intervenção do Professor Joseph Morrow, incidiu sobre os estudos recentes na análise comportamental aplicada (ABA) no tratamento do autismo. Foi feita uma referência á história da análise comportamental aplicada, incluindo o trabalho inovador de Ivar Lovaas e também foi feita uma breve análise à investigação actual e à sua eficácia.
De acordo com a investigação apresentada pelo Prof. Morrow esta metodologia de intervenção baseada na análise comportamental aplicada apresenta bons resultados quando comparada com outras metodologias.
O Prof. Morrow explicou que a aproximação da criança ao comportamento desejado é sempre reforçada, nos seus pequenos passos, até se alcançar o sucesso. Destaca a importância do reforço positivo dos comportamentos adequados e das tentativas da criança para o alcançar.
Abordou também e exemplificou, ainda que de forma muito ligeira, a metodologia PECS - PICTURE EXCHANGE COMMUNICATION SYSTEM, que consiste num Sistema aumentativo de comunicação baseado na troca funcional de imagens e que permite:
- Dá “voz” a crianças sem qualquer tipo de linguagem verbal oral,
- Estrutura crianças com uma linguagem não funcional
Além disso, pode também ser aplicado pela população comum e pode ser usado nos vários contextos da criança incluindo casa e escola.
Por último, na sessão de encerramento foi destacada a necessidade de se continuar a sensibilizar e a envolver activamente a comunidade e os diferentes agentes educativos para a problemática do Autismo, ajudando na criação de respostas adequadas às das crianças com PEA e das suas famílias
“Novos Caminhos nas Perturbações Globais de Desenvolvimento e Espectro do Autismo”, teve como objectivo o de divulgar os resultados das mais recentes investigações científicas, no tratamento das Perturbações globais do Desenvolvimento e espectro do autismo.
Esta iniciativa juntou aproximadamente 100 pessoas, incluindo pais e profissionais das mais diversas formações (médicos, professores, psicólogos, enfermeiros...) e contou com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, representada pelo Sr. Presidente, o Dr. Guilherme Pinto, alguns Vereadores e Deputados. Esteve também presente a Dra. Conceição Menino, na qualidade de Coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Educação Especial da DREN.
Os palestrantes, todos com uma larga experiência no contexto da Educação Especial, no geral, e com o Autismo, em particular, apresentaram excelentes comunicações.
As comunicações iniciaram com a reflexão apresentada pela Doutora Manuela Sanches Ferreira, que apesar de não ter falado especificamente sobre a problemática do autismo, nos fez pensar acerca do modo de entender as questões em torno da incapacidade. Fez uma breve abordagem histórica de como o conceito de deficiência ia sendo entendido e que práticas se adoptavam em função disso. Deficiência vs. incapacidade; integração vs. inclusão....
O Mestre Vânia Peixoto, terapeuta da fala e docente da Universidade Fernando Pessoa explicou que a investigação/intervenção da UFP relacionada com as PEA assenta em áreas bem distintas, como:
Adaptação de instrumentos de avaliação (ADOS)
Colaboração com a comunidade, como por exemplo, com a APEE – Autismo na realização das colónias de férias para crianças com PEA; desenvolvimento de um novo serviço “babysitting” especial para crianças com PEA
Adaptação de material, como por exemplo, adaptar as músicas e/ou livros e “legendá-los” com os símbolos pictográficos, de forma a aumentar a compreensão da criança; elaborar horários individualizados com as tarefas de cada criança....
Modelo de intervenção do Hands on Autism
Prática baseada na evidência (modelo SCERTS)
O Modelo SCERTS
Transational Support / Suporte Transaccional: As crianças são mais competentes quando os seus parceiros adaptam o seu estilo de interacção e o ambiente de modo a favorecer uma comunicação social efectiva e a regulação emocional
Emotional Regulation / Regulação emocional: Crianças com maior capacidade para automonitorizar o seu arousal fisiológico e estado emocional são mais competentes para manter o envolvimento social, resolver problemas e comunicar efectivamente
Social Comunication / Comunicação social: Crianças com maior capacidade para iniciar e seguir o foco conversacional dos seus parceiros sociais são socialmente mais competentes
Formação
Coaching & counselling
A Dra. Vânia faz também parte um programa: o Hands on Autism e destacou as características chaves de programas efectivos nas PEA
• Intervir o mais precocemente possível
• O envolvimento mútuo e activo entre a criança e o adulto são cruciais nas actividades programadas
• A intensidade do programa é fundamental (25 H/semana de actividades programadas – escola, terapias, casa)
• Programa adequado ao nível cronológico e desenvolvimental da criança, delineado através de objectivos individualizados
• Ensino organizado, com repetição ao longo do dia de períodos de intervenção curtos, de um-para-um e grupos de pares pequenos
• Inclusão de uma componente para a família (treino parental)
• Monitorização e reavaliação periódica programada e adequação quando necessário
Por último, a intervenção do Professor Joseph Morrow, incidiu sobre os estudos recentes na análise comportamental aplicada (ABA) no tratamento do autismo. Foi feita uma referência á história da análise comportamental aplicada, incluindo o trabalho inovador de Ivar Lovaas e também foi feita uma breve análise à investigação actual e à sua eficácia.
De acordo com a investigação apresentada pelo Prof. Morrow esta metodologia de intervenção baseada na análise comportamental aplicada apresenta bons resultados quando comparada com outras metodologias.
O Prof. Morrow explicou que a aproximação da criança ao comportamento desejado é sempre reforçada, nos seus pequenos passos, até se alcançar o sucesso. Destaca a importância do reforço positivo dos comportamentos adequados e das tentativas da criança para o alcançar.
Abordou também e exemplificou, ainda que de forma muito ligeira, a metodologia PECS - PICTURE EXCHANGE COMMUNICATION SYSTEM, que consiste num Sistema aumentativo de comunicação baseado na troca funcional de imagens e que permite:
- Dá “voz” a crianças sem qualquer tipo de linguagem verbal oral,
- Estrutura crianças com uma linguagem não funcional
Além disso, pode também ser aplicado pela população comum e pode ser usado nos vários contextos da criança incluindo casa e escola.
Por último, na sessão de encerramento foi destacada a necessidade de se continuar a sensibilizar e a envolver activamente a comunidade e os diferentes agentes educativos para a problemática do Autismo, ajudando na criação de respostas adequadas às das crianças com PEA e das suas famílias
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Barney
Quase não ia a festinha de aniversário de 2 anos, de uma criança de uma família amiga, mas como é na casa de festa deles, e o Gui já conhece bem o local resolvi ir.
Nesse local eles já o conhecem bem, sabe que não ouve e foge, então as portas são fechadas depois que entra a maioria dos convidados.
Ele estava muito a vontade zanzando de um lado pro outro do jeito dele, na hora do parabéns como sempre vai pra frente do bolo como se fosse o dono da festa, rs.
Mas durante o parabéns uma surpresa, apareceu alguém vestido de Barney, ele ficou com uma cara surpresa, uma felicidade, me procurava no meio da multidão com uma cara de "cara ele existe mesmo"!
Começou a dar gritos, gritos de felicidade, e foi correndo pegar na sua mão para brincar de roda, pulou tanto, e já nem queria largar a mão dele, a coisa mais fofa foi qdo ele pegou a mão do "Barney" e deu beijos como faço com ele!
Nem preciso dizer que chorei de emoção! Bah , não consegui me conter.
Depois ele alisou o rosto dele e ainda meteu um pirulito na boca!
Olha valeu apena ter ido, só por ter visto essa cena de alegria e ternura!Nunca imaginei essa cena de felicidade, foi realmente encantadora!
Nesse local eles já o conhecem bem, sabe que não ouve e foge, então as portas são fechadas depois que entra a maioria dos convidados.
Ele estava muito a vontade zanzando de um lado pro outro do jeito dele, na hora do parabéns como sempre vai pra frente do bolo como se fosse o dono da festa, rs.
Mas durante o parabéns uma surpresa, apareceu alguém vestido de Barney, ele ficou com uma cara surpresa, uma felicidade, me procurava no meio da multidão com uma cara de "cara ele existe mesmo"!
Começou a dar gritos, gritos de felicidade, e foi correndo pegar na sua mão para brincar de roda, pulou tanto, e já nem queria largar a mão dele, a coisa mais fofa foi qdo ele pegou a mão do "Barney" e deu beijos como faço com ele!
Nem preciso dizer que chorei de emoção! Bah , não consegui me conter.
Depois ele alisou o rosto dele e ainda meteu um pirulito na boca!
Olha valeu apena ter ido, só por ter visto essa cena de alegria e ternura!Nunca imaginei essa cena de felicidade, foi realmente encantadora!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Sábado houve a festa da família na escola do Gui, estava cheia de gente qdo chegamos, ele já deu aquela parada na entrada, ficou olhando aquele agito todo no pátio, e nem quis entrar nas salas.
Acho que ficou assim por um tempo!
Depois de tanto perambular, resolveu entrar na sala que estava sendo usada para atividades, olhou aquele monte de gente estranha, pegou seu quebra cabeças e foi jogar na mesa de costume.
Mas sempre se afastando do povão, e resolveu ficar no fundo da escola por traz da cozinha.
Fiquei um tempo buscando ele de la, minha sorte era que o super Martín estava comigo então acompanhava o irmão.
O grande barato da festa foi a apresentação do boi de mamão da comunidade do Itacorubi( adultos), ele estava disperso e qdo viu do que se tratava foi logo correr pro meio da roda.
De vez enquanto o professor ia buscá-lo pois tinha medo de o machucarem, afinal não adiantava berrar pro guri ele n ouve ,rs.
Tem um personagem a Bernuncia, que os atores entram pela boca do bicho, ela "come"tudo!
Na escola o Gui fazia parte de uma pequena , ficava por baixo dela com os colegas, ela parece aqueles dragões chineses com um monte de gente embaixo.
Qdo viu a bicha não perdeu tempo, correu e entrou pela boca ,bom , foi a alegria da comunidade escolar, queria dançar com a Maricota, mas como medida de segurança foi parar sentado nos ombros do professor.
Era engraçado que ele ficava na frente dos cantores olhando o microfone e querendo mexer na mesa de som, ah aqueles montes de botões!
Numa daquelas eu o perdi de vista , e ele estava sentado embaixo no pano da Bernúncia, aff que gurizinho, outra hora deitado em cima da cabrinha!
O tema "Boi de Mamão" foi trabalhado pela escola antes dessa festa, e o legal que ele assimilou o contexto, porque aquele povo todo pra ela não tinha significado, mas qdo viu que era festa, e que era o "boi" entrou logo na brincadeira.
Na hora do lanche coletivo, qdo viu aquele monte de gente ele voltou pra sala no quebra -cabeças, e qdo já não havia mais,ele voltou a mesa e comeu.
Isso mostra em prática como funciona a cabeça dele, aquela multidão na mesa deixou-o confuso, e na escola ele aprendeu que antes dele vai outras turmas.
E como foi difícil estabelecer essa regra , a professora fez um relógio mostrando a hora que era o lanche, e ele aos poucos foi assimilando, claro não foi de um dia para outro, mas elas conseguiram!
A festa foi maravilhosa, é muito importante ver como ele reage a certas ocaciões, pois assim vamos tbém o conhecendo melhor, sabemos que há lugares e lugares neste momento para o levar.
No caso do meu que não pára e foge, realmente tem que ser em lugares cercados, abertos aos nossos olhos.
A festa de Aniversário
Teve uma semana atrás que fui a um café que tbém era loja num aniversário de uma amiga com o filho, resolvi deixá-lo em casa com a baba.
Confesso que me deu um remórcio por isso, la deu um certo vazio, mas o lugar era inapropriado a ele, tinha escadas, coisas para quebrar, beira de uma rodovia.
Os donos da festa até me recriminaram pois acham que eu tenho que criar uma socialização a ele etc...mas certamente seria eu a acorrer atrás dele,escada acima , escada abaixo, medo de sair porta afora correndo.
A avó da festa que mora em frente a minha casa e me acompanha todos os dias disse, que eu estava certíssima, pois eu precisava descansar a cabeça, sentar, saborear, conversar.
É, ela vê nossa realidade todos os dias!
Pra mim valeu tbém como experiência, além do vazio que dá, eu não consegui relaxar, estava sempre em alerta, como se ele estive ali.
Pouco conversei e olha que é uma família que conheço a uns 30 anos, preferia ficar isolada, nos cantos só olhando tudo de longe.
Não é a primeira vez que isso aconteceu, e eu fiquei realmente preocupada comigo, pois aos poucos vou buscando o isolamento.
Muita vezes achei que as pessoas se afastaram de mim, mas depois dessas experiências percebi que sou eu que estou me isolando, primeiro porque dificilmente tenho alguém com quem deixá-lo, sabendo do comportamento dele pra não passar por estresse prefiro não sair.
Mas qdo tenho oportunidade, me sinto mal, culpada, sei la.
Sem perceber vamos criando uma situação de pânico, medo de sair de casa com o autista, no meu caso hiperativíssimo, forte, pesado, medo dele ser atropelado, de fugir e eu não conseguir pegar, medo, medo, medo. E aí vem a nossa solidão e o isolamento.
E os sonhos durante o sono ?, Qdo não estou viajando pelo mundo, estou sempre procurando ele porque roubaram,perdeu-se ou fugiu!!!!!!!!!!
Isso Freud explica! Tá explícito!
Esta na hora de eu buscar um especialista, e não ele, pois a jornada é longa e é preciso além de tudo uma boa saúde mental e não se deixar cair, cuidadores de autistas, "Cuidemos de nós"!Pois quem cuidarão deles?
Acho que ficou assim por um tempo!
Depois de tanto perambular, resolveu entrar na sala que estava sendo usada para atividades, olhou aquele monte de gente estranha, pegou seu quebra cabeças e foi jogar na mesa de costume.
Mas sempre se afastando do povão, e resolveu ficar no fundo da escola por traz da cozinha.
Fiquei um tempo buscando ele de la, minha sorte era que o super Martín estava comigo então acompanhava o irmão.
O grande barato da festa foi a apresentação do boi de mamão da comunidade do Itacorubi( adultos), ele estava disperso e qdo viu do que se tratava foi logo correr pro meio da roda.
De vez enquanto o professor ia buscá-lo pois tinha medo de o machucarem, afinal não adiantava berrar pro guri ele n ouve ,rs.
Tem um personagem a Bernuncia, que os atores entram pela boca do bicho, ela "come"tudo!
Na escola o Gui fazia parte de uma pequena , ficava por baixo dela com os colegas, ela parece aqueles dragões chineses com um monte de gente embaixo.
Qdo viu a bicha não perdeu tempo, correu e entrou pela boca ,bom , foi a alegria da comunidade escolar, queria dançar com a Maricota, mas como medida de segurança foi parar sentado nos ombros do professor.
Era engraçado que ele ficava na frente dos cantores olhando o microfone e querendo mexer na mesa de som, ah aqueles montes de botões!
Numa daquelas eu o perdi de vista , e ele estava sentado embaixo no pano da Bernúncia, aff que gurizinho, outra hora deitado em cima da cabrinha!
O tema "Boi de Mamão" foi trabalhado pela escola antes dessa festa, e o legal que ele assimilou o contexto, porque aquele povo todo pra ela não tinha significado, mas qdo viu que era festa, e que era o "boi" entrou logo na brincadeira.
Na hora do lanche coletivo, qdo viu aquele monte de gente ele voltou pra sala no quebra -cabeças, e qdo já não havia mais,ele voltou a mesa e comeu.
Isso mostra em prática como funciona a cabeça dele, aquela multidão na mesa deixou-o confuso, e na escola ele aprendeu que antes dele vai outras turmas.
E como foi difícil estabelecer essa regra , a professora fez um relógio mostrando a hora que era o lanche, e ele aos poucos foi assimilando, claro não foi de um dia para outro, mas elas conseguiram!
A festa foi maravilhosa, é muito importante ver como ele reage a certas ocaciões, pois assim vamos tbém o conhecendo melhor, sabemos que há lugares e lugares neste momento para o levar.
No caso do meu que não pára e foge, realmente tem que ser em lugares cercados, abertos aos nossos olhos.
A festa de Aniversário
Teve uma semana atrás que fui a um café que tbém era loja num aniversário de uma amiga com o filho, resolvi deixá-lo em casa com a baba.
Confesso que me deu um remórcio por isso, la deu um certo vazio, mas o lugar era inapropriado a ele, tinha escadas, coisas para quebrar, beira de uma rodovia.
Os donos da festa até me recriminaram pois acham que eu tenho que criar uma socialização a ele etc...mas certamente seria eu a acorrer atrás dele,escada acima , escada abaixo, medo de sair porta afora correndo.
A avó da festa que mora em frente a minha casa e me acompanha todos os dias disse, que eu estava certíssima, pois eu precisava descansar a cabeça, sentar, saborear, conversar.
É, ela vê nossa realidade todos os dias!
Pra mim valeu tbém como experiência, além do vazio que dá, eu não consegui relaxar, estava sempre em alerta, como se ele estive ali.
Pouco conversei e olha que é uma família que conheço a uns 30 anos, preferia ficar isolada, nos cantos só olhando tudo de longe.
Não é a primeira vez que isso aconteceu, e eu fiquei realmente preocupada comigo, pois aos poucos vou buscando o isolamento.
Muita vezes achei que as pessoas se afastaram de mim, mas depois dessas experiências percebi que sou eu que estou me isolando, primeiro porque dificilmente tenho alguém com quem deixá-lo, sabendo do comportamento dele pra não passar por estresse prefiro não sair.
Mas qdo tenho oportunidade, me sinto mal, culpada, sei la.
Sem perceber vamos criando uma situação de pânico, medo de sair de casa com o autista, no meu caso hiperativíssimo, forte, pesado, medo dele ser atropelado, de fugir e eu não conseguir pegar, medo, medo, medo. E aí vem a nossa solidão e o isolamento.
E os sonhos durante o sono ?, Qdo não estou viajando pelo mundo, estou sempre procurando ele porque roubaram,perdeu-se ou fugiu!!!!!!!!!!
Isso Freud explica! Tá explícito!
Esta na hora de eu buscar um especialista, e não ele, pois a jornada é longa e é preciso além de tudo uma boa saúde mental e não se deixar cair, cuidadores de autistas, "Cuidemos de nós"!Pois quem cuidarão deles?
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