A Mãe do Autista

A Mãe do Autista
...Investi tudo naquele olhar...Tantas palavras num breve sursurrar...paixão assim não acontece todo dia!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

" É um não contentar-se de contente"

O que será que se passava a mente de Luiz Vaz de Camões qdo escreveu essa frase que foi utilizada aqui no Brasil numa canção do Legião Urbana na música Monte Castelo?

Dentro de vários contextos poderia ser usado essa frase, eu a escolhi porque não soube explicar o que senti na última reunião da Apae.
Na festa de Natal fomos chamados a participar de uma reunião, achei que fosse uma avaliação geral do Gui.

Estavam professoras, coordenadora,assistente social, toda aquela reunião era pra comunicar que o Gui estaria dispensado da APAE em 2012, dentre várias explicações seria que o diagnóstico de surdez e a evolucão do desenvolvimento do Guillermo, estavam levantando muito questionamentos,e que no momento a Psicóloga não teria segurança de fechar o disnóstico de Autismo.

O Guillermo tem caracteríscas Autísticas? Tem!
Mas há coisas que são típicas de um autista que ele já não possui mais, TDHA? Talvez?

Qdo foi falado tudo aquilo eu comecei a chorar, não consegui controlar minha emoção, pois ao mesmo tempo estava feliz de ouvir sobre sua evolução, havia um lado que me sentia num buraco, pois ali todos nós estávamos acolhidos,assistidos por profissionais dedicados, e não estando ali dava uma sensação de abandono, por isso "um não contentar-se de contente", eu não poderia estar contente porque não há nada definido apesar de acompanhar toda evolução do meu filho, ainda vejo um longo caminho a percorrer!

A Escola veio já no fim do ano sugerir que o Gui ficasse no ano 2012 integral, já que seria o último ano na pré escola, e assim teria mais contato com a LIBRAS, já que vem aprendendo alguns sinais e sua comunicação esta muito atrasada.
Eu achei muito bom, inclusive eu já havia comentado em algum post atrás, que achava que estava na hora dele estar mais tempo fora de casa no intuíto de ter que se virar mais em outro ambiente, pq no fim por conhecê-lo tanto, e ter um cotidiano tão corrido acabamos por facilitar muito as necessidades dele,ao invés de dificultar para que haja um esfoço de comunicação da parte dele.


Aproveitando essa oportunidade a Apae tbém quer ver como ele reagirá somente na escola sem a sua intervenção.

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Começou o ano letivo na Prefeitura Municipal de Florianópolis onde o Gui "estuda", primeiro dia de aula além da professora regular de sala e auxiliar de sala, havia a postos uma professora de Libras e uma auxiliar de Educação Especial.
Realmente méritos para essa equipe escolar NEI Santo Antônio de Pádua,mostrando que dentro de uma escola pública, que sim é possível uma inclusão com respeito , seriedade e profissionalismo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A MÃE DO AUTISTA: Fotos Crianças Especiais

A MÃE DO AUTISTA: Fotos Crianças Especiais: Eu sei que estou devendo coisas, rs. Mas desde que começou as férias não consegui sentar e escrever coisas, embora esteja cheia de novidades...

Fotos Crianças Especiais

Eu sei que estou devendo coisas, rs.
Mas desde que começou as férias não consegui sentar e escrever coisas, embora esteja cheia de novidades.

Agora que começou o ano letivo, começou minhas férias!

Enquanto isso vão dando uma espiadinha,rs!

http://www.guilhonfotografia.com.br/blog/2012/02/04/criancas-especiais-guillermo/
Abração

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O que é Deficiência Mental?*

Deficiência Mental* é um transtorno neuropsiquiátrico que acomete cerca de 3 % da população mundial. É duas vezes mais frequente nos meninos, congénita (a pessoa já nasce com essa alteração) e caracterizada por um funcionamento cognitivo (intelectual) abaixo da média esperada para a idade. Ou seja, a criança apresenta dificuldade nas chamadas habilidades sociais e adaptativas normais aos outros seres humanos, como a comunicação, a interação social, o autocuidado e o pensamento lógico e abstrato.
As causas podem ser genéticas (fenilcetonúria, síndrome de Down, síndrome do X frágil, Prader-willi,…) ou consequência de eventos traumáticos que aconteceram durante a gestação (uso materno de álcool e outras drogas), durante o parto (hipóxia perinatal) ou depois dele (desnutrição). Algumas doenças infeciosas adquiridas pela mãe durante a gestação (rubéola, toxoplasmose, sífilis,…) podem levar o bebé a quadros de deficiência mental. Além disso, outras patologias que acometem o Sistema Nervoso Central do recém-nascido (meningite) ou traumas cranianos graves (quedas do berço) em crianças pequenas. Apenas 50% dos casos diagnosticados a etiologia é conhecida, o que nos ajuda a prevenir novos casos e a aconselhar pais e familiares. A investigação das causas sempre deve ser feita com uma história familiar detalhada, além de alguns exames laboratoriais e de imagem cerebral.
Apesar da deficiência mental não possuir cura, isso não deve ser olhado negativamente, pois após o diagnóstico correto pais e familiares devem ser orientados e a criança estimulada dentro de suas limitações, seguindo acompanhamento e tratamento adequados. O reforço na aprendizagem das funções intelectuais, juntamente com a paciência e a repetição no ensino fazem com que o prognóstico seja melhor e novas funções sejam incorporadas ao quotidiano dessas crianças.
A deficiência mental é classificada de várias formas, inclusive levando em conta valores de coeficiente de inteligência (QI). Uma das classificações, mais utilizada atualmente, é a que denominamos a deficiência de leve, moderada ou grave, de acordo com o auto funcionamento. Por exemplo, na deficiência leve as crianças são capazes de promover o seu autocuidado sem ou com pouco auxílio, já na grave a ajuda tem de existir.
Algumas comorbidades médicas são comuns aos casos de deficiência mental. Dentre elas, dificuldades motoras de locomoção, dificuldades de atenção (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), episódios de agitação psicomotora e heteroagressividade, e epilepsia. Em todos os casos existem medidas comportamentais e medicamentosas que melhoram o transtorno.
Médicos e familiares têm por obrigação promover a melhor qualidade de vida possível dessas crianças, além de estimulá-las intelectualmente e defender a sua inserção social. Ter um filho é sempre estar presente na sua vida, na deficiência mental isso não é diferente.
Drª Thaís Zélia dos SantosPsiquiatra
In: Filhos e Cia
*Nota: Presentemente, o termo Deficiência Mental tem sido substituído por Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental (DID).

Aquisição da linguagem pelas crianças deficientes auditivas

Antes de escrever gostaria de dizer que não estou conseguindo responder as perguntas deixadas no blog, bloqueia, peço mil desculpas, deixo meu email alessakravitz@hotmail.com, no assunto coloquem blog. Abração Ale

Aquisição da linguagem pelas crianças deficientes auditivas


Em todas as crianças a interacção verbal e não verbal inicia-se nos primeiros dias. Os problemas que se põem dependem do tipo de surdez, e se esta é adquirida antes ou depois da iniciação da linguagem, ou depois da aquisição da leitura e da escrita. Se a surdez aparece quando a criança já domina as bases da linguagem e começou a aprender a ler, o desenvolvimento pode ser normal, tendo precaução e utilizando técnicas de reeducação.

Apesar do choque psicológico não desprezível e que pode determinar perturbações psicóticas por vezes graves, mas curáveis, a criança pode aprender a inserir-se numa vida normal .

Se a surdez aparece antes da aquisição ou do início da aquisição da leitura e da escrita, a linguagem pode deteriorar-se rapidamente. A reeducação pode, contudo, limitar consideravelmente o défice.
Se ela surge antes do aparecimento da linguagem falada a situação da criança reduz-se praticamente à do surdo congénito.

A aquisição da linguagem é o problema primordial da criança surda. No caso do défice mais grave, o da cofose, a criança surda é muda, porque é surda.
Segundo H. Furth e J. Younisse e admitido por todos os especialistas, não existe criança surda típica, cada caso levanta problemas específicos. Podem-se contudo realçar muitos traços comuns.
A maior parte destas crianças nascem de pais que ouvem. Ficam portanto afastadas das comunidades de surdos até à idade que lhes permite uma certa autonomia e uma inserção social independente do meio familiar. São pois, inicialmente, crianças sem linguagem e a linguagem gestual utilizada em tais comunidades é para elas uma "língua materna" como poderia ter sido no caso de terem sido expostas a ela desde a primeira infância. É importante estabelecer aqui uma distinção entre a linguagem oral e gestual.
A linguagem gestual permite, sinais sincréticos ou com um valor de significado global cuja compreensão dispensa uma recodificação na escrita, recodificação que pode ser estabelecida mais tarde.
É por intermédio destes sinais sincréticos, que a criança surda educada num meio de surdos pode chegar a uma linguagem gestual elementar anterior a uma linguagem gestual recodificada a partir do sistema de grafia. Todavia, habitualmente não é esse o caso, pois os pais auditivos normais ignoram essa linguagem e só descobrem bastante tardiamente a extensão real do défice auditivo do filho. É por isso, que os surdos congénitos devem ser considerados na primeira infância, isto é, durante o período normalmente destinado, do ponto de vista biológico, à aquisição da linguagem, como crianças sem linguagem, no sentido estrito do termo, portanto sujeitos a perder todas as etapas privilegiadas da sua aquisição.

Estas crianças elaboram contudo, e de uma maneira espontânea, gestos e comportamentos simbólicos que utilizam com realidade na sua vida quotidiana. Isto parece confirmar em certa medida a hipótese de Piaget de uma função simbólica ou simiótica anterior à linguagem e na qual se baseia normalmente a sua construção. Mas tais crianças têm a falta do contributo poderoso do ponto de vista da estruturação da vida mental e intelectual que é um sistema simbólico "pré-fabricado". É esta falta que as diferencia especificamente das outras crianças e o seu desenvolvimento intelectual deve ser considerado à luz desta condição especial.

A apreciação exacta das suas faculdades foi durante muito tempo afectada pelo preconceito, segundo o qual, a ausência de qualquer linguagem adquirida do exterior e assimilada para gerar nelas a fala interior, comprometia o seu desenvolvimento intelectual.
O enfraquecimento destes preconceitos deve-se tanto ás investigações recentes, como a uma modificação nas concepções teóricas que tendem a separar o pensamento da linguagem.
Depois de ter recordado que a aprendizagem da linguagem provinha, essencialmente, das funções integradoras do cérebro, Fry acrescenta que a base do sistema fonológico é a organização do sistema nervoso central, que resulta mais da informação acústica do que da natureza das vibrações acústicas. Esta constatação, acrescenta ele, é da maior importância para compreender a situação das crianças que nascem com défice auditivo, já que uma deficiência do ouvido não implica uma deficiência do cérebro.


Grande parte das investigações podem situar-se na perspectiva defendida por Furth: os surdos têm uma inteligência semelhante à dos ouvintes e as diferenças encontradas são devidas a deficiências no conjunto das experiências vividas pela criança surda. Esta atinge o mesmo nível que o ouvinte, ainda que com um certo atraso, já que o desenvolvimento intelectual não depende do desenvolvimento linguístico.

domingo, 20 de novembro de 2011

Eu tive a umas semanas atrás o Gui perdendo-se nos sonos, acordando, as 3:00h, 5:00h e por ai, nem precisa dizer que ficamos todos desbaratinados em casa.

Sem mudar alimentação, dosagem de remédios, etc, comecei a dormir novamente com ele, não na minha cama, que levei anos pra tirar, seria um retrocesso, mas venho dormindo na cama dele.

Começou a regularizar o sono, o que mas me chama a atenção é como ele dorme, dá um jeito de ficar na posição fetal na minha barriga, mas não é maluquici minha não, rs, pq ele estava dormindo outro assim com o irmão, muito interessante.

Tenho me divertido muito com ele , em respeito a LIBRAS, Lingua Brasileira de Sinais, ganhei um livrão de avô dele, e com a ajuda do irmão todo dia aprendemos sinais novos.
Ele pedindo pizza outro dia foi muito engraçado.

Ele essa semana tem chamado atenção na mudança das brincadeiras, levou o Mickey pro parque e ele o pos no balanço, escorrga, brincou como fazemos na realidade com ele.
Fiquei encantada pois ele não dava a mínima pra bonecos, senti que esta reproduzindo algumas ações cotidianas com os bonecos, normal pra qualquer criança até de menos de um ano, mas meu filho tinha dificuldades na quesito imaginação.

Anda agora com o boneco WooD, do Toy Histories, o cawboy, ele põe o filme e o boneco na tela e aponta com o dedo, muito engraçado, e em chama pra eu dizer que são iguais.

Tem se mostrado muito comunicativo, as meninas do Flamenco estiveram almoçando por aqui, e ele prontamente em Libras, deu Oi.Comprimenta, sorri, compartilha , aponta.

É um progresso muito gritante, chamando atenção de todos que vem acompanhando nossa história.

Atualmente ele frequenta a escola regular com auxílio de interprete de Libras, que foi o divisor de águas na minha opinião em relação comunicação.

Duas vezes por semana frequenta o AMA Atividade Motora Adaptada na UFSC, com exercício de solo e depois piscina. Nestes dias a Guilhermina segundas , quartas e sábados pela tarde , fica com o Gui, assim ele vai e volta caminhando, vão ao parque, ele gosta muito, e tira de mim essas atividades, pois estou muito esgotada, tem me ajudado a dar uma respirada, e tbém deixar que os outros cuidem dele.

É normal achar que ninguém tem essa capacidade, e fico pasma de como ele obedece, beija, faz carinho, aquilo que eu já havia comentado em outra ocasião, dar oportunidade dele experimentar outras coisas com outras pessoas, o faz crescer.

Claro que custei a liberar ele pelas ruas, sempre tenho medo que ele fuja, mas depois que criei confiança, as coisas são mais fáceis.

Na sexta a tarde, o Guillerme, um rapaz de 18 anos, tbém da passeios com o Gui, e tbém saem de ônibus, o Guillerme agora o leva pra TO, que não atende mais em casa e sim no consultório.
Eles vão caminhando e depois pegam ônibus e passaiam pela cidade.

Tudo isso tem a judado o Gui a ter uma visão maior de mundo, amadurecendo cada vez mais sua noção de espaço, de como se comportar com a repetição de saídas, que exige paciência e treino.
Não dá pra ter noites mal dormidas e ter pique pra sair a tarde toda, brincar, me sinto realmente muito esgotada.

Em um outro dia saiu dando beijo em todos os monitores da piscina.

APAE, 2 vezes por semana, com o médoto Teach e um trabalho de comunicação alternativa.

E TO 1 x por semana, A TO dele a MAysa Guerra , esta pegando no quisito cordenação motora, pois sentia que ele não desenhava, segurava lápis, cortava, outro dia vi umas fotos minhas picotadas hahaha, ele faz lição de casa!

Obs: O Guillermo tem hoje em dia a Guilhermina e Guilherme de cuidadores...umhhhhhhhh que conhecidência rs!