Esse texto foi traduzido por meu amigo Felipe Alves, companheiro em conversas e troca de experiências.
Veja o vídeo primeiro, depois leia a tradução, eu fiquei horas divagando na mente sobre ele, achei maravilhoso! Embora o vídeo seja talvez um tanto impactante!
http://www.youtube.com/watch?v=JnylM1hI2jc
"Na primeira parte deste vídeo eu falei na minha linguagem nativa. Muitas pessoas acham que, quando eu digo que essa é a minha linguagem quero dizer que cada parte do vídeo possui uma mensagem simbólica particular destinada a ser interpretada pela mente humana.
Mas minha linguagem não tem a ver com a criação de palavras ou símbolos visuais que devam ser interpretados. Ela tem a ver com o estar num diálogo contínuo com cada aspecto do meu ambiente, com o reagir fisicamente com tudo o que me cerca. Nesta parte do vídeo a água nada simboliza. Estou apenas interagindo com a água enquanto a água interage comigo.
.
Longe de ser despropositada, a maneira como eu me movimento é uma resposta contínua ao que está em torno de mim. Ironicamente, o jeito com que me movimento enquanto respondo a tudo em meu redor é descrito como " estar num mundo só meu", ao passo que se eu interagir com um conjunto muito mais limitado de respostas, e reagir apenas a uma parte bem mais limitada do meu ambiente, as pessoas afirmam que estou "me abrindo a uma interação verdadeira com o mundo".
Elas julgam minha existência, minha consciência e minha personalidade a partir dessa pequena e limitada parte do mundo à qual eu pareço estar reagindo. O modo pelo qual eu naturalmente penso e respondo às coisas parece tão diferente dos conceitos padrão que os outros no fim das contas não o consideram como "pensar", mas que é sim um modo inteiramente legítimo de pensar. Contudo, o modo de pensar de pessoas como eu só é levado a sério se nós aprendemos a linguagem de vocês, não importa o quanto tenhamos pensado e interagido anteriormente.
Como vocês ouviram, eu posso cantar junto com o que está à minha volta. Mas só quando eu escrevo algo na linguagem de vocês que vocês me consideram como "estabelecendo comunicação". Eu cheiro as coisas, ouço as coisas, sinto as coisas, provo o sabor das coisas, olho para as coisas. Mas não basta olhar, ouvir, provar, cheirar e sentir, eu devo fazer isso tudo com as coisas certas, como olhar para livros, e deixar de fazer isso com as coisas erradas; do contrário as pessoas duvidarão que eu seja um ser pensante, e uma vez que a definição delas de pensamento define para elas a definição de personalidade, elas ridiculamente duvidam que eu seja uma pessoa de verdade.
Eu gostaria sinceramente se saber quantas pessoas, se me encontrassem na rua, acreditariam que eu escrevi isso tudo. Aliás, acho muito interessante como o fato de não conseguir aprender a linguagem de vocês é visto como um déficit, enquanto que não conseguir aprender a minha linguagem é visto como algo tão natural que pessoas como eu são descritas oficialmente como misteriosas e enigmáticas - em vez de se admitir que sejam elas próprias que são confusas, e não que os autistas ou outras pessoas com deficiências cognitivas sejam inerentemente fonte de confusão.
Somos inclusive vistos como não-comunicativos se não falarmos a linguagem padrão, mas os outros não são considerados não-comunicativos se mostram tão desinteressados pelas linguagens que nos são próprias, uma vez que elas não crêem que elas existam.
Enfim, quero que saibam que não pretendi mostrar aqui um circo de horrores voyeurístico, com vocês assistindo à atividade bizarra de uma mente autística. O que eu quis foi afirmar de modo claro a existência e o valor das várias formas diferentes de pensar e interagir, num mundo em que a proximidade que você parece estar de uma única e específica dessas formas é que determina se você será visto como uma pessoa de verdade, ou como um adulto, ou como uma pessoa com inteligência. E num mundo onde essas coisas são o que determinam se alguém possui direitos, pessoas são torturadas e morrem porque são vistas como não-pessoas, porque a forma de pensar delas é tão incomum que não é considerada "pensar" afinal. Só quando as várias formas de personalidade forem reconhecidas como tal é que a justiça e os direitos humanos se tornarão possíveis".
Uma pessoa anônima,que erra, acerta, tem sonhos, se deprime, debocha, da gargalhadas,chora! Um blog que contará algumas passagens,pensamentos de como é ser mãe de um pequeno Autista! Com intuito de ser verdadeiro, sem medo de ser politicamente (in)correto, não quero agradar ou desagradar os gregos e troianos. Eu existo...Nós existimos Eu, um filho de 11 anos e meu pequeno autista de 8 anos. Unidos pelo coração e genética. Como sou conhecida? "- Ah! Aquela que é a Mãe do Autista!!!!!"
A Mãe do Autista
...Investi tudo naquele olhar...Tantas palavras num breve sursurrar...paixão assim não acontece todo dia!
sábado, 25 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A psicóloga pediu que eu fizesse uma atividade com o meu filho mais velho de sete anos, que estava de escanteio. Então inscrevi numa escolinha de futebol, e tenho levado duas vezes por semana, e realmente nos aproximou novamente, porque o levo a pé e vamos conversando no caminho, vendo coisas, comendo pastel na feira que fica no caminho, e sou só dele!
Mas o que vou escrever não é nada sobre nós dois, mas sim das "conhecidências da vida".
Na segunda semana , uma mãe se aproximou mais de mim, falava muito, e qdo disse que tinha um filho de 4 anos perguntou pq não vinha ao futebol. Ai lhe expliquei que era autista, não por ser autista, mas ele era hiperativo e fugia muito e eu já não tenho mais resistência pra segurar ele; expliquei tbém que era o momento mãe do Martín.
Semanas depois , ela me perguntou novamente se eu não iria trazer o Gui; e antes de eu responder ela já foi logo dizendo:
-Você viu o filme meu filho meu mundo?
E eu respondi que sim, ela continuou:
-Eu estava assistindo esse filme com minha irmã, e ela disse que eu girava pratos daquele jeito e sacudia as mãos qdo pequena, exatamente como a cena do filme.
Ficava horas em baixo da mesa sacudindo-se pra frente e pra trás e falando coisas sem sentido, se ninguém fosse tirar ficava horas a fio ali.
Ela deve ter mais de 40 anos, imagina então como era naquela época, curandeira, benzeduras, despacho até a camiseta dela foi enterrada pra "curar" aquilo tudo.
Qdo maior, tinha amiguinhos, mas o que gostava mesmo era ficar na cama de baixo do beliche com uma coberta cercando tudo , ficava horas ali no escuro.
Qdo sumia ou estava em baixo da mesa ou de alguma cama.
Esquisita aos olhos dos colegas, tinha notas altíssimas, inclusive na faculdade onde quase recebeu honra ao mérito.
Ela ia falando e a lágrima escorrendo, talvez estivesse passando um filme em sua mente, principalmente qdo falava do bulling que sofria na escola.
Uma vez pegou colegas de turma falando dela no banheiro, diziam coisas horríveis, chamando-a de retardada pra baixo. Disse que ficou arrazada, foi horrível.
Estava querendo dizer tudo aquilo ha dias , que só a irmã dela sabia disso; pois entenderam o que se passou com ela qdo criança depois que viram o filme juntas certa vez.
E eu ali vidrada naquela história, aberta a todas aquelas informações e me sentindo "a terapeuta" !rs.
Dei muita risada ouvindo falar das esquisitices dela, das lágrimas já saíram gargalhadas, e ela pareceu-me tão aliviada em compartilhar essa história, talvez por perceber que eu sou uma pessoa muito tranquila em relação a essa coisas.
Sugeri que ela pesquisasse sobre síndrome de Asperg, estou muito curiosa para o próximo encontro!
Mas o que vou escrever não é nada sobre nós dois, mas sim das "conhecidências da vida".
Na segunda semana , uma mãe se aproximou mais de mim, falava muito, e qdo disse que tinha um filho de 4 anos perguntou pq não vinha ao futebol. Ai lhe expliquei que era autista, não por ser autista, mas ele era hiperativo e fugia muito e eu já não tenho mais resistência pra segurar ele; expliquei tbém que era o momento mãe do Martín.
Semanas depois , ela me perguntou novamente se eu não iria trazer o Gui; e antes de eu responder ela já foi logo dizendo:
-Você viu o filme meu filho meu mundo?
E eu respondi que sim, ela continuou:
-Eu estava assistindo esse filme com minha irmã, e ela disse que eu girava pratos daquele jeito e sacudia as mãos qdo pequena, exatamente como a cena do filme.
Ficava horas em baixo da mesa sacudindo-se pra frente e pra trás e falando coisas sem sentido, se ninguém fosse tirar ficava horas a fio ali.
Ela deve ter mais de 40 anos, imagina então como era naquela época, curandeira, benzeduras, despacho até a camiseta dela foi enterrada pra "curar" aquilo tudo.
Qdo maior, tinha amiguinhos, mas o que gostava mesmo era ficar na cama de baixo do beliche com uma coberta cercando tudo , ficava horas ali no escuro.
Qdo sumia ou estava em baixo da mesa ou de alguma cama.
Esquisita aos olhos dos colegas, tinha notas altíssimas, inclusive na faculdade onde quase recebeu honra ao mérito.
Ela ia falando e a lágrima escorrendo, talvez estivesse passando um filme em sua mente, principalmente qdo falava do bulling que sofria na escola.
Uma vez pegou colegas de turma falando dela no banheiro, diziam coisas horríveis, chamando-a de retardada pra baixo. Disse que ficou arrazada, foi horrível.
Estava querendo dizer tudo aquilo ha dias , que só a irmã dela sabia disso; pois entenderam o que se passou com ela qdo criança depois que viram o filme juntas certa vez.
E eu ali vidrada naquela história, aberta a todas aquelas informações e me sentindo "a terapeuta" !rs.
Dei muita risada ouvindo falar das esquisitices dela, das lágrimas já saíram gargalhadas, e ela pareceu-me tão aliviada em compartilhar essa história, talvez por perceber que eu sou uma pessoa muito tranquila em relação a essa coisas.
Sugeri que ela pesquisasse sobre síndrome de Asperg, estou muito curiosa para o próximo encontro!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Hoje foi muito engraçado, a irmã de uma faxineira minha, agora virá 4 dias pela amanhã pq EU estava afogada, o meu pequeno ninja ,simplesmente abriu o forno ligado e meteu a cara dentro pra ver qual era a comida, fora levantar tampas de panelas acesas,e fazer zilhões de traquinagens por dia.
Como eu vi meu irmão mais novo se queimar com Quentão com 2 anos de idade, eu fiquei eternamente traumatizada. Então qdo a "coisa" avança pela cozinha eu fico alarmada.
Ela estava de costas no fogão qdo chegou da APAE, qdo ela virou ele deu um sorrizão...mas ai ficou sem graça pq percebeu que não a conhecia.
Mesmo assim sentou na mesa,e eu disse:
- Filhote, é a irmã da fulana agora ela vai ajudar a mamãe!
Ele ficou olhando muitas vezes pra ela, fazendo gracinha, rindo, falando na língua dele, simpatizou-se logo com a moça.
Fiquei pasma, não por ter simpatizado-se pela moça , mas sim por estar interagindo de uma forma tão natural! É surpreendente!
************************
Destilando veneninho...
A muito que queria comentar com vcs...rs!
Qtas vezes você entrou em "roubada" com parentes e amigos do tipo "Vem na festa sim( ou outro evento), aqui nós ajudamos a cuidar dele!
E na hora que a "cobra fuma", sobra tudo pra você? hahahhaha
Como eu vi meu irmão mais novo se queimar com Quentão com 2 anos de idade, eu fiquei eternamente traumatizada. Então qdo a "coisa" avança pela cozinha eu fico alarmada.
Ela estava de costas no fogão qdo chegou da APAE, qdo ela virou ele deu um sorrizão...mas ai ficou sem graça pq percebeu que não a conhecia.
Mesmo assim sentou na mesa,e eu disse:
- Filhote, é a irmã da fulana agora ela vai ajudar a mamãe!
Ele ficou olhando muitas vezes pra ela, fazendo gracinha, rindo, falando na língua dele, simpatizou-se logo com a moça.
Fiquei pasma, não por ter simpatizado-se pela moça , mas sim por estar interagindo de uma forma tão natural! É surpreendente!
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Destilando veneninho...
A muito que queria comentar com vcs...rs!
Qtas vezes você entrou em "roubada" com parentes e amigos do tipo "Vem na festa sim( ou outro evento), aqui nós ajudamos a cuidar dele!
E na hora que a "cobra fuma", sobra tudo pra você? hahahhaha
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Precisamos dar "asas" aos nossos pequenos autistas.
Precisamos dar "asas" aos nossos pequenos autistas.
Digo isso no sentindo de desarmar a mãe e "baixar" a observadora, aos poucos tento ser assim, e como me surpreendo, como ele desenvolveu, como ele é melhor longe de mim.
Como já dizia minha sogra " mãe estraga" e é verdade gente.
Ontem fui em mais uma festa de aniversário, e eu ia pelo caminho:
- Gui vamos a uma festa de aniversário , porta-te bem !...dizendo isso mil vezes.
E ele se vira. Come , bebe, sem fazer lambança etc. O mais engraçado foi qdo arregalou os olhos qdo viu a foto do aniversariante num poster igual do convite, ali parecia que tudo havia clareado. Entendeu o que estava acontecendo.
Sim , não parou um segundo, eu me aproveitei do marido fiquei sentadona enquanto ele ficava atrás dele hehehe, mas como a moça da porta garantiu que não passava nem fantasma pela porta de saída, fiquei mais tranquila.
É engraçado como ele se localiza a casa de festa era bem grande, mas ele circulava e vinha me dar uns beijos na mesa, pra espanto da turma ali.
Meus primos tiveram aqui no fim de semana, gente como esse guri brincou deu gargalhadas, interagiu, e disse uma ou duas palavras.
Ai eu fico aqui pensando, ele tem seu próprio mundo, ou nós é que limitamos o mundo deles?
É realmente precisamos dar "asas" aos nossos pequenos autistas, claro eles com asas e nós com o pé atrás!
Digo isso no sentindo de desarmar a mãe e "baixar" a observadora, aos poucos tento ser assim, e como me surpreendo, como ele desenvolveu, como ele é melhor longe de mim.
Como já dizia minha sogra " mãe estraga" e é verdade gente.
Ontem fui em mais uma festa de aniversário, e eu ia pelo caminho:
- Gui vamos a uma festa de aniversário , porta-te bem !...dizendo isso mil vezes.
E ele se vira. Come , bebe, sem fazer lambança etc. O mais engraçado foi qdo arregalou os olhos qdo viu a foto do aniversariante num poster igual do convite, ali parecia que tudo havia clareado. Entendeu o que estava acontecendo.
Sim , não parou um segundo, eu me aproveitei do marido fiquei sentadona enquanto ele ficava atrás dele hehehe, mas como a moça da porta garantiu que não passava nem fantasma pela porta de saída, fiquei mais tranquila.
É engraçado como ele se localiza a casa de festa era bem grande, mas ele circulava e vinha me dar uns beijos na mesa, pra espanto da turma ali.
Meus primos tiveram aqui no fim de semana, gente como esse guri brincou deu gargalhadas, interagiu, e disse uma ou duas palavras.
Ai eu fico aqui pensando, ele tem seu próprio mundo, ou nós é que limitamos o mundo deles?
É realmente precisamos dar "asas" aos nossos pequenos autistas, claro eles com asas e nós com o pé atrás!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
MEDICAR SIM, Mas Apenas se Necessário
1. Cada vez mais se fala na Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (TDHA), chegando -se ao exagero de classificar como hiperactiva qualquer criança "que se mexe" ou com défice de atenção qualquer uma que se distraia. Na minha experiência pessoal tenho tido um crescente número de pais e familiares preocupados com essa hipótese, embora na esmagadora maioria dos casos nem se ponha a questão sequer de uma suspeita, dado que são crianças normais e saudáveis, que depois de metidas o dia inteiro em espaços fechados precisam de se expandir e de dar largas à sua energia.Algumas crianças têm esta situação, em que existe uma perturbação da atenção ou um excesso de distracção, associados ou não à hiperactividade.
Durante muitos anos esta síndroma só era diagnosticada depois da entrada no 1.º ciclo, quando a criança começava a dar problemas na sala de aula ou a ter insucesso escolar. Digamos que o sistema operativo das crianças com PHDA não é exactamente o mesmo da maioria, criando alguma dificuldade na gestão da informação e na capacidade de concentração e atenção.
A incidência varia muito conforme as casuísticas - de um a sete por cento, uma variação muito grande, dependente de não se ter definido bem ainda os critérios para, por exemplo, medicar uma criança, o que consagra a situação como doença. Não há dados fiáveis em Portugal, a nível populacional. Os rapazes são mais afectados, numa proporção de perto de cinco vezes mais. Numa numerosa percentagem, os sintomas esvanecem-se uma vez ultrapassada a infância.
2. As crianças com esta síndrome podem ser predominantemente hiperactivas, predominantemente desatentas ou uma mistura mais equilibrada das duas coisas. A componente "falta de atenção" tem de incluir seis dos seguintes sintomas, durando mais de seis meses, num tal grau que causa inadaptação ou problemas, maiores do que o que seria de esperar para o grau de desenvolvimento da criança desta idade:
- Desatenção aos pormenores, e não evoluir, por exemplo, no pormenor dos desenhos;
- Dificuldade em manter a atenção em qualquer actividade, no jardim-de-infância;
- Parecer não ouvir o que se lhe está a dizer;
- Não conseguir obedecer a regras e instruções, designadamente nas actividades de grupo (esperar na fila para lavar as mãos, actividades de teatro ou ginástica, etc.), sem ser por oposição ou negação, mas por impossibilidade de cumprimento;
- Dificuldade em organizar-se no quadro das actividades;
- Evitar aceitar tarefas que obriguem a um esforço mental ou a decorar uma sequência de passos;
- Perder muitos objectos - lápis, livros, jogos, blusões - e esquecer-se onde estão;
- Ser constantemente distraído por estímulos externos - uma mosca, os sons dos automóveis, luzes, telefones a tocar;
- Alhear-se das atividades se não estiver sempre a ser requerida a sua atenção.
3. A componente hiperactividade e hiperimpulsividade deve incluir quatro dos seguintes sintomas, durante pelo menos seis meses, e de intensidade fora do que é de esperar para uma criança desta idade:
- Mexer constantemente os braços e as pernas, remexer-se demasiadamente na cadeira;
- Não conseguir estar sentado na sala do jardim-de-infância;
- Correr, saltar ou trepar "demais", sobretudo em situações inapropriadas e fora do contexto dos outros meninos;
- Dificuldade em jogos ou actividades que exijam calma e estar quieto;
- Impulsividade em querer ser o primeiro em tudo e responder antes sequer de se acabar a pergunta;
- Impulsividade, não conseguindo estar numa fila, sempre a sair, e a ir à frente e atrás.
4. As crianças podem ser rotuladas de mal-educadas, irrequietas, desafiadoras, desinteressadas ou de "não estar nem ai" para o que os adultos dizem.
Perante uma suspeita, há que confirmar, sem ser "apressadamente", como se faz em alguns centros, e depois medicar, mas apenas se necessário.
Mário Cordeiro
Pediatra
Público Online
Durante muitos anos esta síndroma só era diagnosticada depois da entrada no 1.º ciclo, quando a criança começava a dar problemas na sala de aula ou a ter insucesso escolar. Digamos que o sistema operativo das crianças com PHDA não é exactamente o mesmo da maioria, criando alguma dificuldade na gestão da informação e na capacidade de concentração e atenção.
A incidência varia muito conforme as casuísticas - de um a sete por cento, uma variação muito grande, dependente de não se ter definido bem ainda os critérios para, por exemplo, medicar uma criança, o que consagra a situação como doença. Não há dados fiáveis em Portugal, a nível populacional. Os rapazes são mais afectados, numa proporção de perto de cinco vezes mais. Numa numerosa percentagem, os sintomas esvanecem-se uma vez ultrapassada a infância.
2. As crianças com esta síndrome podem ser predominantemente hiperactivas, predominantemente desatentas ou uma mistura mais equilibrada das duas coisas. A componente "falta de atenção" tem de incluir seis dos seguintes sintomas, durando mais de seis meses, num tal grau que causa inadaptação ou problemas, maiores do que o que seria de esperar para o grau de desenvolvimento da criança desta idade:
- Desatenção aos pormenores, e não evoluir, por exemplo, no pormenor dos desenhos;
- Dificuldade em manter a atenção em qualquer actividade, no jardim-de-infância;
- Parecer não ouvir o que se lhe está a dizer;
- Não conseguir obedecer a regras e instruções, designadamente nas actividades de grupo (esperar na fila para lavar as mãos, actividades de teatro ou ginástica, etc.), sem ser por oposição ou negação, mas por impossibilidade de cumprimento;
- Dificuldade em organizar-se no quadro das actividades;
- Evitar aceitar tarefas que obriguem a um esforço mental ou a decorar uma sequência de passos;
- Perder muitos objectos - lápis, livros, jogos, blusões - e esquecer-se onde estão;
- Ser constantemente distraído por estímulos externos - uma mosca, os sons dos automóveis, luzes, telefones a tocar;
- Alhear-se das atividades se não estiver sempre a ser requerida a sua atenção.
3. A componente hiperactividade e hiperimpulsividade deve incluir quatro dos seguintes sintomas, durante pelo menos seis meses, e de intensidade fora do que é de esperar para uma criança desta idade:
- Mexer constantemente os braços e as pernas, remexer-se demasiadamente na cadeira;
- Não conseguir estar sentado na sala do jardim-de-infância;
- Correr, saltar ou trepar "demais", sobretudo em situações inapropriadas e fora do contexto dos outros meninos;
- Dificuldade em jogos ou actividades que exijam calma e estar quieto;
- Impulsividade em querer ser o primeiro em tudo e responder antes sequer de se acabar a pergunta;
- Impulsividade, não conseguindo estar numa fila, sempre a sair, e a ir à frente e atrás.
4. As crianças podem ser rotuladas de mal-educadas, irrequietas, desafiadoras, desinteressadas ou de "não estar nem ai" para o que os adultos dizem.
Perante uma suspeita, há que confirmar, sem ser "apressadamente", como se faz em alguns centros, e depois medicar, mas apenas se necessário.
Mário Cordeiro
Pediatra
Público Online
domingo, 1 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
DROPS das Férias
Vou deixar uns tópicos, pois aqui n tenho net e vou numa lan...e é longinhoooo...ai vai o resumo da semana:
1- Os medicamentos fizeram muita diferença, ano passado nesse período, o Gui passou 3 noites seguidas sem dormir qdo chegou, depois ficou com o sono irregular, só corria, pulava, parecia ter tomado estimulante, foi horrível e traumático.
2-Tira a roupa sempre e ta um frio do caramba, tenho que ficar "vestindo e vestindo" o tempo todo.
3-Escolheu um canto do terreno para fazer as necessidades fisiológicas, só que agora mete a mão e se suja todo( do cabelo aos pés) inclusive as paredes até chegar na casa, agora ficamos em alerta total, qdo ele some pra "bat-caverna".
4-Ele só quer o canal ¨6¨Cultura e "61" discoverykids que ele mesmo seleciona, ele olha o número e o símbolo do canal hehehe, tá se achando pq a TV em casa tá quase presa no teto.
5- Qdo deixo as meias recolhidas ele as separa por pares, ai vou lá
e troco algumas só pra incomodar, e ele arruma tudo direitinho novamente.
6-Esta muito melhor que no ano passado!
Mas eu estou cansadinha! Pq fico direto com os dois tem chovido muito, e não da pra sair. Confesso que aborrece vê-lo sempre descalço e pelado, passo a maioria do dia vestindo e calçando e ele tirando.
Beijos a todos é mais uma semaninha!
1- Os medicamentos fizeram muita diferença, ano passado nesse período, o Gui passou 3 noites seguidas sem dormir qdo chegou, depois ficou com o sono irregular, só corria, pulava, parecia ter tomado estimulante, foi horrível e traumático.
2-Tira a roupa sempre e ta um frio do caramba, tenho que ficar "vestindo e vestindo" o tempo todo.
3-Escolheu um canto do terreno para fazer as necessidades fisiológicas, só que agora mete a mão e se suja todo( do cabelo aos pés) inclusive as paredes até chegar na casa, agora ficamos em alerta total, qdo ele some pra "bat-caverna".
4-Ele só quer o canal ¨6¨Cultura e "61" discoverykids que ele mesmo seleciona, ele olha o número e o símbolo do canal hehehe, tá se achando pq a TV em casa tá quase presa no teto.
5- Qdo deixo as meias recolhidas ele as separa por pares, ai vou lá
e troco algumas só pra incomodar, e ele arruma tudo direitinho novamente.
6-Esta muito melhor que no ano passado!
Mas eu estou cansadinha! Pq fico direto com os dois tem chovido muito, e não da pra sair. Confesso que aborrece vê-lo sempre descalço e pelado, passo a maioria do dia vestindo e calçando e ele tirando.
Beijos a todos é mais uma semaninha!
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